Clonagem de WhatsApp já afeta mais de 15 mil brasileiros ao dia, indica PSafe

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Número de pessoas afetadas pelo golpe aumentou em 25% em setembro, atingindo quase 500 mil vítimas em potencial.

O dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, realizou um levantamento sobre o cenário da cibersegurança no Brasil referente a setembro de 2020. A análise projeta que mais de 473 mil brasileiros tenham sido vítimas do golpe de Clonagem de WhatsApp, somente no último mês, uma média de mais de 15 mil vítimas do golpe por dia. Em comparação o mês anterior, o número de vítimas da Clonagem de WhatsApp foi 25% maior. O laboratório segue trazendo São Paulo como o epicentro dos ataques, com 107 mil afetados, seguido pelo Rio de Janeiro, com 60 mil, e Minas Gerais com 43 mil. 

Um golpe de engenharia social

"A Clonagem de WhatsApp é um golpe que começa com a Engenharia Social, um método de ataque em que uma pessoa mal-intencionada faz uso da manipulação psicológica para induzir alguém a realizar ações específicas, como compartilhar informações pessoais, baixar aplicativos falsos ou abrir links maliciosos. No caso da Clonagem, o cibercriminoso pede especificamente os dados pessoais, número de celular e o código de confirmação que dá acesso ao WhatsApp da vítima”, alerta Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, explicando a estratégia utilizada pelos golpistas.

De posse do número de celular e do código de confirmação, o cibercriminoso pode acessar o WhatsApp da vítima: “ao acessar o app de mensagens, o golpista inicia conversas com os contatos da vítima e, de posse dos dados pessoais do dono da conta, utiliza mais uma vez da Engenharia Social para convencer essas pessoas a prestar favores, visando ganho financeiro”, explica Simoni.

Novas formas de falsificação de WhatsApp

Recentemente, o humorista Marcelo Adnet, utilizou sua conta do Twitter para relatar que foi vítima do golpe de falsificação de WhatsApp. Pessoas mal-intencionadas teriam utilizado um novo número de celular com a foto do artista para se passar por ele. 

O diretor do dfndr lab explica o golpe de falsificação de WhatsApp: “Neste caso, também houve o uso da Engenharia Social, mas sem a invasão ao aplicativo da vítima. A ação do humorista diante do golpe foi correta ao divulgar o caso para alertar seus contatos e, em seguida, registrar um Boletim de Ocorrência”. O especialista faz também uma recomendação para quem suspeitar de golpes como este: “ao ver alguma mudança de número, ligue para seu contato ou até mesmo faça uma videochamada, para garantir que aquela pessoa é realmente quem diz ser e, caso reste alguma dúvida, não informe dados pessoais, não clique em links enviados e não realize transações financeiras”.

Prejuízo para as vítimas

Diferente de outras ameaças digitais, os golpes de Clonagem e Falsificação de WhatsApp quase nunca usam sistemas sofisticados ou softwares de última geração. “O sucesso desta técnica depende da relação estabelecida entre o golpista e a vítima, que tenta ganhar sua confiança, e o mais comum é o pedido de empréstimos e/ou o pagamento de contas. Por isso, a melhor forma de evitar estes ciberataques é a prevenção”, destaca Simoni.

O diretor também indica que o risco é ainda maior àqueles que trabalham utilizando o celular: “O uso do smartphone pessoal para fins pessoais e profissionais facilita o acesso de cibercriminosos a informações confidenciais, inclusive de empresas. Os dados corporativos são muito valiosos para cibercriminosos e os prejuízos causados pelos vazamentos deles são incontáveis, ultrapassando os danos financeiros e podendo afetar a confiança dos clientes e até a reputação da empresa”. 

Como se proteger

1 - Ative a autenticação em dois fatores em seu dispositivo (onde um segundo código de segurança é necessário além da senha), para aumentar a segurança de seu WhatsApp.

2 - Nunca compartilhe seu código de confirmação do WhatsApp com terceiros.

3 -  Caso você utilize o celular pessoal para fins profissionais, sugira a sua empresa que adquira uma solução de segurança corporativa. 

4 - Em caso de uso pessoal do celular, tenha instalado uma solução de segurança em tempo real. 

(Diário do Nordeste, por Daniel Praciano - Foto: Foto: diy13/Shutterstock - 16/10/2020)

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