Robótica. Professor ensina conteúdo com material reciclável

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Para ensinar sustentabilidade aos alunos do ensino médio, o professor André Cardoso decidiu unir diversas áreas do conhecimento em trabalhos práticos e divertidos. O projeto Robótica Sustentável surgiu como uma forma de explicar os conteúdos teóricos das aulas de física, química e biologia enquanto os estudantes produziam equipamentos tecnológicos.

Apesar da atividade parecer de alto custo e longe do orçamento de uma escola pública, não é assim que ela é trabalhada na classe de André. O profissional escolheu materiais recicláveis e lixo eletrônico descartado pela comunidade como matéria prima das aulas. "A ideia é mostrar que a robótica pode ser acessível e inclusiva", afirma.

Formado em biologia, ele diz que o laboratório foi o melhor lugar para fazer os alunos refletirem sobre o meio ambiente. O conhecimento da robótica foi adquirido em uma pós-graduação e é repassado aos estudantes da Escola Municipal Dom Hélder Câmara, no bairro Jardim Guanabara, desde 2016. "O projeto procura criar uma consciência ambiental nos alunos. Eles comentam comigo que antes não olhavam o papelão e o plástico como algo que poderia ser utilizado". André afirma que tenta passar a visão de que o lixo não "se perde" quando é descartado.

Professor André Cardoso dá aula de robótica sustentável em escola pública do Estado MATEUS DANTAS

"Antes eu aprendia a teoria de física, química e biologia e tinha dificuldades de entender. Agora, eu coloco em prática no projeto tudo que aprendo em sala de aula", explica. Gabriel será um dos alunos que vai viajar com o professor André para a Mostra Brasileira de Ciência e Tecnologia, em Nova Hamburgo, no Rio Grande do Sul. O grupo irá apresentar os protótipos de robôs criados no projeto na feira de ciências durante os dias 22 a 27 de outubro.

Como doar materiais recicláveis 

O Robótica Sustentável recebe doações de lixo eletrônico, papelões e plásticos recicláveis na sede da Escola Dom Hélder Câmara, na rua Rosinha Sampaio, 1157, bairro Jardim Guanabara. Materiais também podem ser levados para a Casa da Cultura Digital Iracema, na rua dos Pacajus, 33, na Praia de Iracema.

(O Povo, por Alexia Vieira)

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