Professor aplica terapia musical no interior cearense

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A música sempre foi considerada um agradável remédio para muitos males. Entretanto, é grande o número de pessoas que ainda não sabem da existência de uma metodologia terapêutica para a sua aplicação, a musicoterapia. Apesar de essa técnica não ser ainda muito conhecida na assistência em saúde, o professor de música Helder Menezes resolveu se especializar nessa ciência a fim de aplicá-la em sua terra natal, Quixadá, na região do Sertão Central.

Como não há contraindicação, ele atende pacientes de todas as idades, principalmente crianças autistas, portadores de debilidades motoras, deficiência intelectual e também idosos. O tratamento melhora significativamente a qualidade de vida deles. As notas musicais, os instrumentos e a interação contribuem nesse processo que atua desde a coordenação motora à memória dos pacientes. "Em pouco tempo as mudanças são notadas", garante Menezes.

Múltipla atuação

O pequeno Enzo Venâncio, de seis anos de idade, foi um dos primeiros pacientes de Helder Menezes. Autista, ele tem apraxia, um distúrbio motor da fala. Passados seis meses, os sintomas estão diminuindo. "Está se concentrando mais e falando com menos dificuldade", pontua Menezes. A família também notou as mudanças. O tratamento foi iniciado com improvisações musicais, gradativamente ganhando forma ordenada e orientada. "A evolução vai ocorrendo gradualmente", ressalta a mãe Lorena Débora Venâncio. Ela crê "nessa prática integrativa".

Musicoterapia
Pessoas de todas as idades podem ser atendidas com a musicoterapia 
Foto: Alex Pimentel

Não é diferente com Maria Lopes. Ela têm 94 anos de idade e também é atendida por Helder. A longevidade lhe trouxe algumas complicações à saúde, uma delas, a memória. Temendo que as dificuldades se agravassem, Maria aceitou a proposta dos filhos e iniciou acompanhamento com a musicoterapia.

De acordo com o professor terapeuta, o tratamento pode ser utilizado em qualquer área, principalmente na promoção da saúde, atuando como medida de prevenção ou simplesmente para melhorar a qualidade de vida do paciente. "Quem canta os males espanta, ainda mais quando sabemos como aplicar corretamente esse medicamento sensorial", comenta, satisfeito com os resultados obtidos e mirando no futuro para ampliar sua área de atuação.

Atualmente, apenas seis cidades contam com profissionais desta área. O vice-presidente da Associação de Musicoterapia do Ceará, Glairton Santiago, ressalta, entretanto, que "é preciso ter formação específica para exercer a atividade com competência, propiciando resultados positivos para o paciente".

(Diário do Nordeste, por Alex Pimentel - Foto: Alex Pimentel)

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