O ano em que o Brasil teve dois carnavais

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arão do Rio Branco, ministro das Relações Exteriores, morreu em 10 de fevereiro, e o então presidente Hermes da Fonseca decretou luta em todo o Brasil.  

Avaliando que o País estava fora de clima para curtir a folia, Fonseca assinou um decreto adiando o carnaval de 1912 de fevereiro para abril. Nesse período, conforme imaginava o presidente, o brasileiro estaria recuperado da perda do ministro e apto para a folia novamente.

Como estava mal assessorado o presidente. Os foliões ignoraram o decreto presidencial e mantiveram a festa nas ruas, mesmo sem patrocínio do estado e sem os grandes desfiles.  

Como Hermes da Fonseca estava com a popularidade baixa naquele ano de 1912, ele teve de manter a palavra e o carnaval de abril foi mantido. Jornais descreveram ruas lotadas e alegria como se nunca tivesse havido luto no País.  

Marchinha

O jornal carioca 'A Noite' foi além e publicou uma marchinha carnavalesca  bastante provocativa: "Com a morte do barão/Tivemos dois carnavá/Ai que bom, ai que gostoso/Se morresse o marechá.”

Deixar o período de Carnaval passar era inviável para o folião brasileiro, e o barão acabou ganhando outras homenagens, como a nomeação da capital do Acre.

(Diário do Nordeste

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