Livro Relicário é lançado na XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará

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“Vocês querendo ou não, isso é literatura”. Já nas primeiras páginas do livro Relicário, o poeta e mediador de leitura Talles Azigon anuncia a provocação que permeia a construção da obra: Relicário reúne contos dos escritores cearenses Bruno Paulino, Zélia Sales, Antônio LaCarne, Ayla Andrade e Argentina Castro — todos diversos entre si, de narrativas telúricas aos textos experimentais. O título foi lançado neste domingo, 18, na programação da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Eventos. Mediado pela organizadora e jornalista Isabel Costa, repórter do O POVO e especialista em Semiótica e Literatura, o debate reuniu os autores.

Relicário faz parte do projeto Letras&Livros, que comemora os 30 anos do caderno cultural Vida&Arte celebrados em 2019. Além do título, a ação também possui o podcast Antologia disponível nas principais plataformas de streaming; publicações no jornal impresso e no portal O POVO Online; programa de televisão; quadro na Nova Brasil FM e já realizou eventos no Espaço O POVO de Cultura & Arte. Distribuído gratuitamente, o livro é ilustrado pelos artistas visuais Carlus Campos, Domitila Andrade, Jéssica Gabrielle Lima, Raísa Christina e Dhiovana Barroso. Nas suas 130 páginas, Relicário cartografa a produção literária contemporânea do Ceará com a pluralidade que os autores oferecem.

“Costumo dizer que a literatura cearense é de mutirão, de grupos literários, de periódicos. Acho que as antologias como o Relicário têm cumprido esse papel hoje… Quando a palavra ‘relicário’ surgiu, usava-se para o local de guardar relíquias do santos. Esse título, pra mim, casou muito porque não tem nada mais sagrado que a palavra — é um relicário de afetos”, compartilha o quixeramobinense Bruno Paulino. “Contador de histórias”, como gosta de se definir, o menino do sertão vê na obra uma função social: ampliar vozes. “O livro está divulgando e fazendo o mapeamento de novas produções da literatura cearense, o que não está ligado à idade, mas a quem será publicado agora. O Relicário cumpre esse papel de reproduzir essas vozes”, complementa.

Zélia Sales comemora o lançamento da obra impressa. “Nós, escritores, sentimos tanta dificuldade em chegar ao leitor, pois a literatura não é um produto fácil de se vender... Trabalhar em grupo e ver a nossa obra divulgada em várias mídias facilita (a difusão). Nós podemos distribuir Relicário nas bibliotecas comunitárias, nos clubes de leitura — é uma coisa mais durável, mais palpável. Nada como um livro”, finaliza. O livro Relicário está disponível no stand Casa Vida&Arte na XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará. Ao adquirir uma obra da Editora Dummar, o leitor recebe a antologia gratuitamente.

O lançamento do Relicário foi mais uma da extensa programação do evento, que se estende até o próximo domingo, 25 de agosto. Nos três primeiros dias, a Bienal do Livro já atraiu 60 mil pessoas ao Centro de Eventos do Ceará. São 200 toneladas de livros em mais de 90 mil títulos distribuídos em 153 stands, representando 400 editoras do mercado editorial. A expectativa é que a feira literária movimente R$ 6 milhões.

(O Povo, por Bruna Forte - Foto: Mauri Melo)

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