Instituições reflorestam área queimada no Sítio Fundão, no Crato

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Afetada por um incêndio em novembro do ano passado, a área do Parque Estadual Sítio Fundão, no Crato, passará por um processo de reflorestamento.

O projeto encabeçado por instituições do Cariri visa reflorestar o Parque por meio do plantio de mudas de plantas nativas e frutíferas e o uso de bombas de semente (pequenas bolas com húmus, argila e sementes), além de acompanhar o reflorestamento natural. No incêndio, estima-se que tenham sido afetados mais de cinco hectares do Parque, uma área de 53.500 m².

O gestor em exercício do parque, Jorge Macedo, esclarece que o processo de recuperação leva diversos fatores em consideração. "As áreas serão recuperadas a partir de processos que garantam o desenvolvimento da cobertura vegetal adaptada ao ambiente, associando essa restauração à preservação dos recursos hídricos, à paisagem, à biodiversidade, à produção do solo e à fauna e à flora".

O campus do Instituto Federal do Ceará (IFCE) no Crato conduzirá uma pesquisa sobre os principais métodos de reflorestamento em parte do terreno atingido pelo fogo. "Em dois anos, a gente planeja dar a resposta à comunidade de como se deu a recuperação da área", explica o coordenador da pesquisa, o professor Gauberto Barros.

O IFCE acompanhará a evolução de uma área de 2.700 metros, que foi dividida em plantio de mudas, bombas de semente e reflorestamento natural. Segundo Barros, a própria natureza já está se encarregando de recuperar a devastação causada pelo fogo. Ontem, alunos do IFCE realizaram o plantio de mudas nativas e frutíferas no local.

"A gente está muito otimista, visto que logo após o incêndio ocorreram algumas chuvas na região que facilitaram muito a germinação de sementes e a recuperação de árvores que sofreram danos. Observando hoje, notamos uma recuperação natural bastante expressiva. É a resiliência da natureza, a tentativa de voltar ao estado normal".

Jorge explica ainda que, para evitar novos incêndios, o monitoramento do Parque será ampliado, principalmente no período mais seco. Os visitantes também serão orientados sobre comportamentos que devem ser evitados no Sítio Fundão.

(Diário do Nordeste

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