Com liderança de mulheres e sob chuva, manifestantes protestam no Dia do Trabalho em Fortaleza

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Movimentos populares e centrais sindicais realizaram na tarde desta quarta-feira, 1º, protesto pelo reajuste do salário mínimo, a geração de emprego e contra a reforma da Previdência em Fortaleza.

Os manifestantes enfrentaram chuva durante a caminhada, que percorreu trechos da Beira Mar e da Praia de Iracema e durou cerca de uma hora. Atos ocorreram pelo Brasil e também pelo mundo para marcar o 1º de Maio.

Em decisão dos organizadores, a marcha foi comandada pelas mulheres, consideradas protagonistas nas lutas desempenhadas. Nacália Silva, integrante da secretaria geral da Intersindical e presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindfort), afirma que esse ato é o "grito" inicial de uma jornada para a greve geral, que deve acontecer em junho.

Nacélia ressalta ainda a desaprovação da reforma da Previdência, projeto proposto pelo presidente Jair Bolsonaro que está tramitando na Câmara dos Deputados. "É uma reforma criminosa, que se coloca contra os trabalhadores e precisa ser barrada. Nós estamos tentando sensibilizar os deputados, inclusive com diálogos no aeroporto", pontuou.

O protesto ocorreu de maneira pacífica. Ao final, os manifestantes acompanharam shows musicais nas proximidades do Centro Cultural Belchior. De acordo com a organização, 20 mil pessoas estiveram presentes.

 (O Povo - Com informações da repórter Luana Barros – Foto: Tatiana Fortes)

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