Ceará tem destaque em leilão de energia realizado pelo Ministério de Minas e Energia

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O Ceará teve significativa participação no Leilão de Geração de Energia A-4 de 2019, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), realizado ontem, 28, em São Paulo. Oitenta por cento dos projetos solares e 30% da energia total contratada foram de empreendimentos instalados no Ceará. No total, o leilão contratou 401,6 MW de potência e teve preço médio de R$151,15 por MWh.

Do valor total do investimento, R$ 1,892 bilhão, os empreendimentos no Ceará obtiveram valor aproximado de R$ 678,3 milhões, conforme a CCEE. “Esse resultado mostra o trabalho de recuperação na área de energias renováveis que o Governo do Estado vem realizando desde início do ano. Agora nossas expectativas estão voltadas para o próximo leilão que deve ocorrer em outubro”, antecipou Maia Júnior, secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará.

Para o leilão, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu 1.581 projetos, totalizando 51,2 mil MW de potência instalada. Foram contratados 15 empreendimentos de geração, sendo cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (81,3 MW), uma usina termelétrica movida a biomassa (21,4 MW), três usinas eólicas (95,2 MW) e seis usinas solares fotovoltaicas (203,7 MW).

Os estados beneficiados com a contratação de projetos foram Ceará (5), Piauí (2), Santa Catarina (2), Minas Gerais (2), Rio Grande do Norte (1), Paraná (1), Mato Grosso (1) e Mato Grosso do Sul (1). O início do suprimento deve se dar a partir de janeiro de 2023.

O secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Cyrino, comemorou os resultados. “Foi um leilão exclusivamente de fontes renováveis muito importante dentro da ótica de manter a matriz limpa. O resultado representou um nível de investimento de R$ 1,9 bilhão, com geração de 4,5 mil empregos”, disse.

E, conforme análise do diretor-geral substituto da Aneel, Sandoval Feitosa, parte dos empregos gerados pelos empreendimentos serão postos abertos no Nordeste, uma vez que, " tanto na fonte eólica quanto solar, (as contratações) ocorreram no Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

Segundo Cyrino, a demanda declarada pelas distribuidoras já era global dentro da expectativa recente de mercado. “A migração de mercado livre deve ter tido sua colaboração. A maioria dos empreendimentos deixou uma boa parcela – entre 30% e 50% - de energia para ser comercializada no mercado livre”, completou.

Transações

No leilão foram negociados Contratos de Comercialização em Ambiente Regulado (Ccears) por quantidade, com prazo de suprimento de 30 anos, para empreendimentos hidrelétricos; contratos por disponibilidade, com prazo de suprimento de 20 anos, para usinas a biomassa; e contratos por quantidade, com prazo de 20 anos, diferenciados por fontes para empreendimentos a partir das fontes eólica e solar fotovoltaica.

O montante financeiro transacionado no leilão foi de R$ 2.644.783.137,43, chegando a 17.497.384,800 MWh - megawatt-hora. O preço marginal foi de R$ 201,11, com deságio de 45,03%. Quinze usinas foram vencedoras.

A fonte solar atingiu novo recorde de preços no Brasil, vendendo a R$ 67,48/MWh, contra o teto de R$ 276/MWh, deságio de 75,5%. O recorde anterior foi no leilão de 2018, que, atualizado pela inflação, está em R$ 123,98/MWh. A eólica vendeu a R$ 79,99/MWh, contra o teto de R$ 208/MWh, deságio de 61,54%.

A hidrelétrica vendeu a R$ 198,12/MWh, contra o teto de R$ 288/MWh, deságio de 31,2%. A termelétrica a biomassa vendeu a R$ 179,87/MWh, contra o teto de R$ 311/MWh, deságio de 42%%.

O leilão contratou o equivalente a 401,5 MW de capacidade instalada e 164,99 MW médios de garantia física. Os agentes compradores foram as distribuidoras CPFL Santa Cruz e Light.

(O Povo, por Lucas Braga)

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