Canudos de plástico podem ser proibidos no Estado

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Um projeto de Lei, atualmente em tramitação na Assembleia Legislativa, estabelece a proibição dos canudos de plástico em estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes do Ceará. A proposta segue um movimento já identificado em diferentes estados e municípios brasileiros que estão buscando alternativas para substituir os conhecidos canudinhos, normalmente usados em restaurantes e lanchonetes, por alternativas ambientais mais viáveis.

Apesar de aparentemente inofensivos, pesquisas apontam que esses utensílios têm causado sérios danos à vida animal, e em especial à marinha. Mirando nessa questão, o deputado Renato Roseno apresentou o projeto de lei n°175/18. A matéria aguarda retorno dos deputados do recesso parlamentar para ser analisada nas comissões e, posteriormente, no plenário da Casa.

Segundo a ONG “Meu Rio”, que desenvolveu a campanha para a proibição de canudos na cidade do Rio de Janeiro, o utensílio está na lista dos 10 itens que mais poluem os oceanos e estima-se que os canudos representam 4% do lixo mundial. Não há ainda um vasto material com dados sobre o uso de canudos no Brasil, mas em países como os Estados Unidos, por exemplo, são utilizados meio bilhão de canudos por dia. O Rio de Janeiro aprovou em, junho, a medida que proíbe o uso dos canudos nos estabelecimentos comerciais.

Autor do projeto, o deputado Renato Roseno (Psol)[foto] explica que a humanidade já produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico, desde o início da produção em massa do canudo, entre 1950 a 2015. A maior parte já virou lixo e quase 80% do material está em aterros sanitários ou no meio ambiente.

Segundo o parlamentar, o plástico é um dos maiores inimigos do meio ambiente. A produção do material exige petróleo (5%). Mesmo que seja pouco, para extraí-lo e refiná-lo é necessário todo o processo que envolve práticas que poluem excessivamente o ambiente. Outro problema grave, é que o material demora mais de 100 anos para se decompor e, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), entre 22% a 43% do total produzido vão parar em aterros onde ficam por mais de um século.

Renato Roseno enfatizou que a contaminação ambiental por plástico é um problema extremamente grave e precisa ser enfrentado, urgentemente. “Estima-se que já existe uma tonelada de plástico no oceano para cada cinco toneladas de peixe e, em 2050, a proporção será de uma para uma. Isso já está provocando a morte de pelo menos 100 mil mamíferos e milhões de peixes”, afirmou.

A redução no uso de plásticos vem ganhando cada vez mais espaço nas agendas políticas. Atualmente, mais de dez países ao redor do mundo já aprovaram projetos de leis que combatem o uso de plásticos: Índia, Bélgica e Noruega são alguns dos exemplos, além dos latino-americanos, Uruguai, Costa Rica e Panamá.

“Atualmente, no mercado há opções ambientalmente corretas que podem perfeitamente substituir os canudos de plástico. Compreendemos que este produto não é imprescindível para a sociedade, sendo necessário reavaliarmos sua utilização e contribuirmos no fortalecimento de práticas positivas”, ressalta.

(O Estado do Ceará)

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