Artigos científicos

 Essa página é destinada para a publicação dos artigos científicos na íntegra, que por questão de espaço, somente a introdução ou resumo são publicados na edição impressa do Jornal Correio Ibiapaba.

 

A arborização urbana na sede do município de Croatá
 
                                                                            Eunice Magalhães Felinto
                                 Maria Leiziane Saturnino da Silva
                                          Maria Luiza Bezerra
                                          Orientadora: Clara Alves de Sousa.
 
RESUMO: A arborização apesar de ser uma pratica sustentável de preservação da nossa biodiversidade e de bem-estar de toda sociedade ainda não é reconhecida pela população pelos seus inúmeros benefícios para nosso planeta,   portanto precisa de uma atenção maior por parte do homem que é o principal responsável pela destruição de nossas arvores e de nossa biodiversidade. Esse trabalho tem como objetivo conhecer mais sobre a arborização urbana da sede do município de croata  e com ele verificar informações atualizadas sobre o assunto,  todas as informações contidas nesse estudo foram coletadas e obtidas por meio de pesquisa bibliográfica e entrevista realizada na secretaria de agricultura pecuária e meio ambiente do município de croata com o agrônomo responsável pelo setor de arborização onde realizou-se levantamento de caso, onde  a partir dele constatou-se que a cidade de croata apresenta uma arborização diversificada e preservada.
PALAVRAS CHAVE: preservação. Vida .qualidade.
 
Abstract.
The afforestation despite being a practice of sustainable preservation of our biodiversity and well-being of the whole society is not yet recognized by the population for their numerous benefits to our planet so needs more attention from the man who is primarily responsible for destruction of our trees. This work aims to know more about urban forestry from the town of Croatian and verify it with updated information on the subject all the data in the study were collected and obtained by means of literature and interview the secretary of agriculture and livestock environment of the Croatian municipality with the agronomist responsible for afforestation sector survey which took place from the case where it was found that the Croatian city has a diversified tree and preserved.
 
KEYWORDS: preserving .life. quality.  
 
1.    Graduada em biologia pela Universidade Estadual vale do Acaraú-  UVA.
2.    Graduanda  em biologia pela Universidade Estadual vale do Acaraú- UVA.
3.    Licenciada plena em pedagogia com habilitação em química e especialista em metodologia do ensino fundamental e médio.
 
1-    Introdução.
 
Visando a qualidade de vida da população e o papel da mesma dentro do meio ambiente buscou-se conhecer dentro do município de croata os benefícios ofertados pela arborização urbana, tendo com objetivo informar a população das inúmeras vantagens que a arborização de ambientes públicos favorecem a sociedade sejam ela em bosques,  canteiros,  praças e parques  ambas com o poder de  interferir  diretamente no lado psíquico da população desempenhando diversas funções,  tais como:  sombreamento de calçadas liberação de oxigênio, preservação da fauna nativa e auxilio na diminuição de temperatura. Buscou-se com esse estudo convencer a população as praticas de plantio de novas mudas, e ao mesmo tempo a conservação de outras já existentes,  sugerindo a todos os moradores conhecer mais sobre a vegetação local  da cidade e como esse tema e visto dentro da cidade pelas autoridades.  O município de Croatá em 26 anos de emancipação recebeu por 7 vezes consecutivas o premio selo verde,  premio no qual é atribuído aos municípios que possuem vegetação preservada e diversificada.
 
2. A arborização urbana na sede do município de croata.
 
O crescimento acelerado e a expansão dos centros urbanos ocasionam cada dia mais a redução de áreas verdes dentro das cidades e com isso o homem cada dia mais perde o contato com a natureza e aos poucos vai esquecendo-se da importância desse bem para a humanidade.
Segundo Sezar  Cezar e Gardini  ( p. 193) “ desmatar drenar regiões de pântano transformar cerrados em pastos construir rodovias e represas tudo isso leva a destruição dos ecossistemas e a extinção das espécies nela existentes.
Hoje nos deparamos cada dia mais com o avanço das cidades e cada dia mais a arborização vai sendo deixada de lado e com isso nem a própria população que nela vive possui conhecimento da sua importância.
“a arborização é uma das mais relevantes atividades da gestão urbana devendo fazer parte de projetos e programas urbanísticos das cidades.”
Preservar o meio ambiente e todas as espécies que nela vivem são estratégias necessárias para a conservação de nossas áreas verdes e para o bem-estar comum, sabemos que a natureza passa por constantes devastações e que para que isso acabe é preciso que haja uma contrapartida da população e da gestão da cidade que devem juntos tomar casos assim e os adotarem, sobretudo nessas áreas tão pendentes nesse aspecto.
Combater a devastação de nossas arvores e cuidar de nossa biodiversidade são deveres nossos,  pois infelizmente o homem é o maior beneficiado com os recursos que ela oferece porem é o mais irracional quando o assunto é preservar.
 
3. Metodologia.
 
Para a realização dessa pesquisa as formas de abordagem foram feitas de caráter qualitativo onde se buscou por meio de pesquisas e entrevistas descobrir mais sobre o referido assunto,  e como ocorre o processo de arborização da cidade e as vantagens adquiridas por meio dela em favor da população.
Quanto ao objetivo da pesquisa é de abordagem exploratória,  onde se propôs conhecer mais sobre a  arborização da cidade de croata e a sua diversidade evidenciando pontos positivos que a mesma oferta a população da cidade.
Os procedimentos técnicos utilizados nessa pesquisa foram obtidos através de pesquisa bibliográfica e entrevista na secretaria de agricultura pecuária e meio ambiente do município  de croata com o gestor responsável pela arborização da cidade,  levantamento de dados para que assim fosse constatado a importância da arborização para a qualidade de vida da população da cidade de croata.
 
4-    Resultados e discussões.
 
O assunto abordado nessa pesquisa tem com referencia a arborização na sede do município de  croata onde realizou –se  na secretaria de agricultura pecuária e meio ambiente com o gestor responsável pelo setor de arborização da cidade,  uma entrevista a mesma realizada dia 24 de fevereiro  de 2011 onde coletou-se dados  sobre a arborização da cidade e  onde foram tratadas as seguintes questões:
1-    Com relação a arborização da cidade de croata, o município disponibiliza de uma equipe especifica para realizar o plantio, e manutenção dessas arvores dentro da cidade?
Sim. Nas praças e ao longo das vias publicas o responsável pela manutenção são os jardineiros da prefeitura  já nas casas o responsável são os donos da residência
2-    Em media quantas espécies já foram plantadas atualmente dentro da cidade? e quantos metros já estão sendo ocupados hoje?
Aproximadamente cerca de 30 espécies diferentes sendo algumas nativas e outras exóticas e atualmente já temos plantado cerca de 3  hectares só no bosque do município sem contar com as praças e as vias públicas todas muito arborizadas.
3-    Existe multa legal para quem cortar desnecessariamente  uma arvore?  e qual o valor da multa?
A multa é de 500 reais por arvore cortada e se o infrator  for reincidente esse valor é maior.
4-    Croata possui algum projeto voltado exclusivamente para a arborização?^
Sim. O programa de viveiro de produção onde semeamos e cultivamos diversas espécies diferentes de arvores para que assim sejam  depois de prontas sejam distribuídas dentro da cidade e de todo o município para que assim sejam plantadas.
5-    Qual o órgão responsável em tratar da arborização da cidade de croata?
Secretaria de agricultura pecuária e meio ambiente.
6-    Em sua opinião qual a concepção da população com relação a arborização da cidade, e  todos conhecem as vantagens da mesma para a população?
A população apóia a iniciativa, pois croata é uma das cidades mais quentes da serra da Ibiapaba  e depois da arborização o clima da cidade melhorou muito nos últimos anos.
7-    Croata recebeu o selo verde durante quantos anos?
8-    A cidade recebeu esse selo durante 8 anos seguidos que foram de 2005 a 2012 e que para nós é o resultado de nosso trabalho constante em favor da melhoria no bem-estar de todos que vivemos aqui.
 
5-     Considerações finais.
 
Através da realização de pesquisa bibliográfica e entrevista com o agrônomo responsável pela arborização da cidade de croata analisou-se dados  recentes  sobre a arborização urbana da sede de croata onde contatou-se que a cidade de fato é arborizada e que essa temática é muito discutida na cidade onde todos trabalham  com muito compromisso para garantir uma cidade com arborização de qualidade sem trazer danos para a população que hoje se apresentam bastante satisfeitos com a iniciativa da prefeitura frente a essa questão.
Baseando-se na entrevista feita foi possível analisar o trabalho continuo da secretaria de agricultura em desenvolver as atividades de arborização do município e toda a manutenção feita pelos funcionários como podagem e dedetização  também foram visitados algumas praças da sede o bosque e o viveiro da cidade a fim de contatar se á arborização no município
Com base em analise de dados levantamento sobre o assunto confirmou-se que croata é umas cidade arborizada e que oferece diversos benefícios em favor do povo de croata e em favor do meio ambiente.
 
 
Referencias
César Sezar e Gardini júnior-biologia. Ed - são  Paulo: Saraiva 2010.
...Arcadenoe.com. br /arborização - urbana/
Secretaria de agricultura pecuária e meio ambiente de croata arborização urbana. Cartilha.
 
 

ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE: BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA HIPERTENSOS 

Francisca Bruna Martins de Oliveira

Cleane Oliveira Pinto

Mário Brito de Araújo

Patrícia Alves Camilo

 

RESUMO: O presente trabalho tem como meta verificar os benefícios da atividade física para as pessoas com hipertensão arterial, cujo maior objetivo é inserir atividades que possam favorecer o bem estar físico e psicológico das pessoas que sofrem desta patologia e que se prendem apenas ao tratamento farmacológico e não fazem uso de bons hábitos como: alimentação equilibrada, atividades físicas e lazer. Diante da pesquisa percebe-se que o número de pessoas diagnosticadas com esta doença cresce anualmente. Isso deve-se ao sedentarismo, por isso faz se necessária a prática regular de atividades para o controle e prevenção desta doença silenciosa que pode acarretar sérios problemas como: ataques cardíacos, entre outros, podendo levar a morte súbita.  O que se pretende é atrair e atender as necessidades dos HAS. É essencial que se promovam exercícios dinamizados e prazerosos para que os praticantes sintam-se bem em realizá-las, as atividades devem ser feitas adequadamente com a orientação de um profissional da área para que as mesmas sejam realizadas com êxito e possam ser benéficas ao corpo e a mente.

Palavras-chave: Atividade Física. Hipertensão. Bem Estar. Sedentarismo.

<!--[if !supportLists]-->1.    <!--[endif]-->INTRODUÇÃO

 Após a pesquisa realizada, percebeu-se a necessidade de como melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem de hipertensão arterial. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde em 2010, o problema afeta 23,3% da população brasileira, que se acomoda à vida moderna, deixando de lado atividades físicas que contribuirão para o seu bem estar físico e psicológico. Assim torna-se necessária a prática regular e moderada de exercícios e uma alimentação equilibrada para a prevenção e o controle desta patologia que não tem cura e pode acarretar uma série de danos na vida das pessoas que sofrem com este problema, se não tratada com atenção.

Para Milão et al (2008, p.111), a hipertensão arterial (HAS) é uma doença crônica não transmissível, de natureza multifatorial, assintomática, na grande maioria dos casos, que compromete fundamentalmente o equilíbrio dos mecanismos vasodilatadores e vasoconstritores, levando a um aumento da tensão sanguínea nos vasos, capaz de comprometer a irrigação tecidual e provocar danos aos órgãos por eles irrigados.

Deve-se atividades prazerosas que possam contribuir para o controle da hipertensão, proporcionando assim momentos dinâmicos que surtirão efeitos positivos na vida dos portadores desta patologia. SegundoBarros (2010), a atividade física bem orientada, dentro dos níveis de intensidade e volume recomendados, pode e deve ser indicada ao indivíduo hipertenso, agindo de forma imprescindível na melhora do quadro geral de sua saúde.

Sabe-se que a prática diária de exercício físico pode contribuir para uma vidasaudável, pois esta ajuda a retirar dos vasos sanguíneos todo o acúmulo de gorduras que o sedentarismo causou. Dessa forma facilitará a passagem do sangue, sabendo que o coração bombeia cerca de 5 a 6 litros de sangue por minuto. A pressão arterial é exatamente a força e a resistência com a qual esse sangue chega ao corpo.

A princípio a pesquisa foi baseada na busca de conteúdos em literaturas e bibliografias. Com base na coleta de dados foram encontrados meios para atrair os hipertensos para a prática regular de atividades físicas, que venham a favorecer o controle e prevenção da hipertensão arterial.

2. REFERÊNCIAL TEÓRICO

2.1 Hipertensão Arterial

O sangue ao ser bombeado pelo músculo cardíaco, sofre uma resistência das paredes das artérias, essa resistência é denominada pressão arterial, ela é medida por milímetros de mercúrio (mmHg) o número maior é a pressão sistólica, ou seja é aquela que é medida quando o coração bombeia o sangue, e a menor é a diastólica, que é medida no momento em que o coração está se enchendo, ou seja relaxado.

A hipertensão arterial nada mais é que o aumento dessa pressão, com uma pressão nas artérias maior, o coração necessita de uma força muito maior para empurrar o sangue, isso acontecendo pode levá-lo a um distúrbio (infarto).

A hipertensão é uma doença com sintomas silenciosos que ataca principalmente a terceira idade e sedentários, porém a hipertensão tem grande relevância em pessoas que já tem um histórico familiar da doença, essas pessoas estão mais suscetíveis à hipertensão, porém qualquer pessoa que não cuide da saúde sendo obeso e fumante, entre outros podem adquirir hipertensão ao longo de seu sedentarismo.

 Quando hipertensão não é detectada e tratada, ela pode: acarretar aumento do coração, podendo levar à insuficiência cardíaca; produzir a formação de pequenas ampolas (aneurismas) nos vasos cerebrais, podendo acarreta um acidente vascular cerebral, [...] e acarretar um “endurecimento” mais rápido das artérias do organismo, especialmente no coração, cérebro e rins, podendo levar o ataque cardíaco, ao acidente vascular cerebral ou à insuficiência renal. (NIEMAN, 1999, P. 195).

A hipertensão pode ser tratada de duas formas, tratamento farmacológico que é com medicamentos que controlam a pressão alta, e a não farmacológica que além de medicamentos a atividade física, que dependendo do grau da hipertensão pode ser controlada apenas com exercícios físicos, devidamente prescritos por um profissional da área.

2.2 Fatores que Interferem na Pressão Arterial

Vários são os fatores que interferem na Pressão Arterial, alguns deles controláveis outros não. Podemos citar como parâmetros que fogem ao nosso controle, a idade, genética e a raça, através de pesquisas já realizadas identificaram que os negros têm uma predisposição maior para desenvolver doenças cardíacas. Já os fatores controláveis podem ser citados como: inatividade física, má alimentação, hábitos negativos de saúde (Fumo, álcool, consumo excessivo de gordura e sal) e o stress, esse podem ser controlados. Pesquisas demonstram melhoras significativas quando a atividade física é incorporada ao hábito de vida do indivíduo.

 A hipertensão arterial é conhecida como o inimigo invisível, pois quando seus sintomas aparecem, ela já está em uma fase bem desenvolvida, podendo já ter causado outros problemas para saúde.

 2.3 Atividades Física para Hipertensos

Os exercícios físicos diminuem os níveis pressóricos e leva a uma melhora do condicionamento físico, com isso prevenindo doenças cardiovasculares. Com base nesses benefícios da atividade física à saúde e em principal a hipertensão, abaixo será prescritas atividades físicas que podem ser praticados por hipertensos.

Os exercícios devem ser dinâmicos (aeróbicos) como, caminhar, correr, nadar, pedalar e dançar, com intensidade de leve a moderada e entre 40 a 60% da captação máxima de oxigênio (Vo), com freqüência cardíaca entre 60 a 80% da máxima, com duração de 30 a 60 minutos por dia e no mínimo três vezes por semana. Se seguidos esses exercícios há uma diminuição de 10 a 20 mmHg (milímetros de mercúrio) na pressão arterial sistólica e entre 5 a 15 mmHg para a pressão diastólica e pode até levar a uma normalização da pressão aos hipertensos leves e moderados, diz MANDINI (2001, p. 13). Para casos de hipertensão severa deve se fazer um tratamento farmacológico antes de qualquer atividade física.

Referente aos exercícios físicos resistidos ou contra resistência, ex: musculação, não é muito recomendável a hipertensos devido o envolvimento de grandes grupos musculares que conseqüentemente leva a um aumento drástico da pressão, entretanto para FERREIRA et al (2005) os exercícios aeróbicos podem ser complementados com exercícios resistidos com pouco peso no tratamento em hipertensos, mais não recomenda exercícios de alta intensidade.

O tratamento da hipertensão através de exercícios físicos pode reduzir ou mesmo abolir o uso de tratamento farmacológico em casos de hipertensos ROLIM et al (2005).

Com a prática regular de exercícios causam adaptações fisiológicas no sistema cardiovascular, como: aumento na espessura do miocárdio; aumento das câmaras cardíacas;aumento no peso cardíaco; aumento na força de contração; aumento no volume sistólico (volume de ejeção); diminuição da freqüência cardíaca (F.C.) de repouso; aumento na vascularização do coração (aumenta vasos sanguíneos); aumento na porcentagem de hemácias (hematócrito - célula transportadora de oxigênio); aumento na concentração de hemoglobina (transporta o oxigênio dentro da hemácia). Essas adaptações fisiológicas levam ao aumento do volume de oxigênio máximo (Vo2) e conseqüentemente a diminuição da pressão arterial e conseqüentemente chegar a um controle da pressão, alem de trazer vários benefícios à saúde e o bem estar.

3. METODOLOGIA

Essa pesquisa de caráter qualitativo procurou incentivar a prática da atividade física para pessoas com hipertensão arterial demonstrando benefícios adquiridos através da prática regular.

Assim, procurou-se obter uma base fundamentada com profissionais de saúde que subsidiaram a pesquisa confirmando os benefícios físicos e psicológicos através da prática regular.

Com base na pesquisa fora programada uma serie de atividades, palestras e aulão divertido como forma de atrair aos pacientes a uma vida ponderadamente saudável e ativa para melhoria da saúde.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Atualmente, com consequência das mudanças nas condições de vida e de trabalho e acomodação, poucos praticam atividades físicas. A qual trás resultados negativos para a saúde das pessoas principalmente das pessoas idosas e obesas. Percebe-se que hoje a maioria da população sofre com a hipertensão arterial que e um dos fatores de risco, elemento que podem causar determinadas doenças e até levar à morte.

A hipertensão arterial é o mais importante fator de risco cardiovascular e vem se tornando nos últimos anos um dos mais graves problemas de saúde pública, atingindo, principalmente a população mais idosa (CARVALHO, JÚLIO E MACHADO, 1998).

 

A hipertensão arterial é um problema que precisa de uma atenção maior, pois é um risco que vem prejudicando muitas pessoas deixando-os dependentetendo que fazer uso periódico de medicamentos,.

 A atividade física regular promove uma série de modificações no organismo do idoso, como por exemplo, diminuição da freqüência cardíaca, aumento das endorfinas endógenas, responsáveis pela sensação de bem estar, redução do colesterol, fortificação da estrutura óssea, 19 das articulações, melhora na postura.(Gorinchteyn.1999)

 De acordo com estudo, a atividade física regular promovevários fatores positivos,pode reduzir a pressão arterial de pessoas hipertensas. que estainterligada a hipertensão é fator de risco para os acidentes vasculares cerebrais e as doenças de coração.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo possibilitou ampliar o conhecimento cientifico em torno dos benefícios da atividade física para pessoas que sofrem constantemente com acentuados desequilíbrio na sístole e na diástole por não serem aptas a uma qualidade de vida, mantêm uma vida sedentária tendo que fazer uso periódico de medicamentos, usufruindo ainda de uma alimentação inadequada, fator esseque contribui para descontrole na pressão do paciente.

Fora pauta0da a importância das atividades diárias para que o HAS permaneça com uma melhor aptidão física, com flexibilidade, coordenação e equilíbrio e com isto,o bem-estar físico e emocional evitando possíveis agravações na saúde mantendo a pressão em constante equilíbrio a partir de hábitos saudáveis.

 

REFERÊNCIAS

 BARROS, D. L. Hipertensos Podem e Devem Praticar Atividade Física. São Paulo: Webrun, 2010. Disponível em: <www.webrun.com.br>. Acesso em: 11/09/2011.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Hipertensão Arterial Sistêmica. 1° edição. Brasília - DF: Editora MS, 2006, p. 7 - 51.

 BORTH, J. F. et al.Os Benefícios da Atividade Física para Hipertensos.Carazinho:Revista Digital, 2010. Disponível em: <www.efdeportes.com.br>. Acesso em: 13/09/2011.

 WITCEL, A. V. Hipertensão: Benefícios de Exercícios Físicos em Hipertensos. <www.artigos.netsaber.com.br>. Acesso em: 11/09/2011.

 CARVALHO, F.; JÚNIOR, R. & MACHADO, Rua Uma investigação antropológica na terceira idade. Concepções sobre a hipertensão arterial. Revista de Saúde Pública vol. 14 nº. 3 ano: 1998.

 GORINCHTEYN, J. Os benefícios da atividade física na terceira idade. A Terceira Idade: estudos sobre envelhecimento. Ano X nº16 maio de 1999.

 

A ATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE: COMO MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA.
Ana Keila Marques da Silva
Maria do Carmo Basílio de Lima
Mário Brito de Araújo
Orientadora: Prof.ª Patrícia Alves Camilo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo: Evidencia-se a atividade física como recurso importante para amenizar a degeneração provocada pelo envelhecimento, bem como possibilitar ao idoso manter uma qualidade de vida ativa. Por acreditar que a atividade física e o movimento espontâneo são realidades indissociáveis, no qual os idosos realizem a mais pura expressão da vida  Para tal, busca-se através da recreação e das atividade físicas, reeducar a população para a valorização, do seu desempenho e de suas potencialidade em todos os segmentos: psíquicos, social, político e econômico. Estas atividades favorecem a descontração e propicia a todos, momentos de liberação, de cooperação, de interação, de criatividade e de aquisição de conhecimentos, contribuindo em muito para a vida em grupo. O índice de pessoas idosas tem aumentado a cada novo senso, com essa nova perspectiva, surge a necessidade de integrar às pessoas da terceira idade ao mundo contemporâneo, fazendo com que estas se percebam como sujeitos capazes de contribuir na transformação da sociedade e de separarem preconceitos e paradigmas. Com o crescimento progressivo da longevidade humana, já se fala em quarta idade. Como ninguém se aposenta da vida, o importante é ocupar o tempo disponível com atividades físicas.   
 
Palavras - chave: Idoso. Atividade Física. Saúde.
1- INTRODUÇÃO
 
Os brasileiros mais de 65 anos representam 7 % da população. O fenômeno do envelhecimento do pais, até pouco tempo classificado de jovem, ocorre de forma acelerada Dentro de 3 a 4 anos o Brasil ocupara o 6° lugar entre os países mais envelhecidos.
            O envelhecimento é um processo evolutivo natural e universal. Sendo uma situação biológica e irreversível, é interessante que essa fase vivida de forma mais adequada possível, ainda que se saiba que o organismo apresenta sinais evidentes de alteração e de perdas, tanto no plano intelectual como fisiológico, podendo ambos concorrer para afastamento do idoso de seus familiares e conhecidos. No processo de envelhecimento, ocorrem inúmeras alterações funcionais no organismo, atrofiando o sistema cardiorrespiratório do aparelho locomotor.
            A prática da atividade física, com exercícios compatíveis, pode incidir favoravelmente, fazendo com que este processo seja alterado e o individuo da terceira idade possa sentir-se mais disposto, com perspectiva menos sombrias ou pessimista.
            Procura-se então, enfatizar que um idoso ativo vive melhor. A ausência da mobilidade, pode torna o idoso um ser angustiado, pois percebe que a ausência de saúde leva-o a dependência, a apatia.
 
2- O ENVELHECIMENTO SOBRE O PONTO DE VISTA FÍSICO
 
            A velocidade da condução nervosa declina 10- 15% dos 30 aos 80 anos
            O índice cardíaco em repouso declina 20- 30% e a capacidade respiratória máxima aos 80 ambos é cerca de 40% daquela observada aos 30 anos. A verificação pulmonar pode mostrar alterações positivas sob a influencia de atividade física.
            Quanto a força muscular, o processo de evolução encerra0-se em torno de 30 anos – o individuo não treinado perde 10% de sua massa muscular até os 50 anos. A partir dai, a atrofia acelera visivelmente aos 80 anos, o individuo apresenta 50% de massa muscular, originalmente presente. Essa atrofia dá-se devido a perda de fibras musculares e secundariamente a redução do tamanho das fibras. As alterações fisiológicas produzem degenerações que por sua vem “morrem” e em seu lugar, são substituídas por gordura e tecido conjuntivo. A força, portanto, diminui a medida que a massa muscular diminui.
            Assim sendo a pratica de exercícios de resistência parece facilitar a síntese e a retenção de proteínas. Particularizando-se, suscita-se a discussão do assunto na área da Educação Física, onde estudos sobre atividade física para a terceira idade, já alcança algum destaque e já existe um consenso no reconhecimento dos benefícios tanto em seus aspectos psicossociais como fisiológicos advindos da pratica regular de exercícios físicos.
            Segundo Spirduso (1995), o sedentarismo no idoso, advém muitas vezes de imposição socioculturais, mais do que de uma incapacidade funcional. Os comportamento atribuídos aos idosos, referem-se a passividade e imobilidade, com reduzido nível de atividade física. No entanto sabe-se que muito das alterações fisiológicas e funcionais observadas nos idosos são resultados da inexistência de estímulos do que alterações atribuídas ao envelhecimento.
            Segundo Lorda (1995), hoje 70% das pessoas acima de 60 anos no Brasil são sedentárias, por isso podemos observar os problemas agravados e muitas vezes mal solucionados de acordo com os casos dos idosos.
            Desta forma, o tema envelhecimento antes pertencente aos domínios da geriatria e a gerontologia, começou a ganhar espaço em outras áreas do conhecimento. Apesar dos avanços tecnológicos na área médica da geriatria, tudo que se consegue até o momento é retardar alguns dos efeitos do envelhecimento em nosso organismo. De tal sorte que o declínio  físico e muitas vezes intelectual, como consequência do envelhecimento continua sendo um grande desafio para a ciência e uma preocupação constante em diferentes áreas de estudo. O envelhecimento populacional aliado a falta de políticas publica voltadas a essa nova realidade mundial, vem preocupando todos os segmentos da sociedade
Conforme Okuma (1998, p.73). A atividade física regular incrementa a quantidade de massa óssea, ajudando na manutenção de massa óssea existente e diminuindo sua perda associada ao envelhecimento. E assim diminuindo os riscos de problemas mais graves.
 
 
3-  PERSPECTIVA DE UM ENVELHECIMENTO BEM SUCEDIDO
 
            Quando se trata de prestação de serviços a comunidade, é possível se pensar em proposta imediatas e de aplicações em curto prazo capaz de trazer benefícios concretos à categoria social representada pelos idosos em, diferentes aspectos de sua vida. Por esse intermédio pode-se levar os indivíduos a conhecerem melhor sua própria condição, tanto nos aspectos de saúde física e mental. Situação socioeconômica cultural, de lazer, etc.
            Na perspectiva de um envelhecimento bem-sucedido, não há como negar os benefícios de uma pratica regular e moderada de atividade física, pois ações ligada a adoção do ritmo de vida mais ativo, diretamente relacionado a exercício corporais favorecem, em ultima analise, melhoria da autonomia, da saúde física e psicológica, do bem-estar geral do idoso, auxiliando, na memória das vezes a reconhecer-se como singular.
 
4- A EDUCAÇÃO FISICA E A ATIVIDADE FISICA NA QUALIDADE DE VIDA DA TERCEIRA IDADE.
 
Faz-se necessário, uma concentração de esforços nas diferentes áreas profissionais, objetivando um maior reconhecimento sobre o fenômeno do envelhecimento e principalmente como envelhecer de forma saudável priorizando esses esforços na manutenção da independência e autonomia de um indivíduo. Sabe-se que a atividade é o elemento que mais compromete a qualidade de vida na terceira idade.
            Praticar exercícios na terceira idade ajuda a combater a obesidade, pode evitar e retarda o surgimento de diabetes, melhora a capacidade aeróbica e reduz a perda de massa óssea, inclusive recupera-las em alguns casos. Junto a isso músculos e osso forte diminuem os riscos de quedas e de fratura de fêmur e de quadril, tão temidas após os sessenta anos. 
 
5- METODOLOGIA
 
Esta pesquisa foi do tipo pesquisa bibliográfica que segundo Prodanov e Freitas (2013, p. 54) Quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de: livros, revistas, publicações em periódicos e artigos científicos, jornais, boletins, monografias, dissertações, teses, material cartográfico, internet, com o objetivo de colocar o pesquisador em contato direto com todo material já escrito sobre o assunto da pesquisa. Em relação aos dados coletados na internet, devemos atentar à confiabilidade e fidelidade das fontes consultadas eletronicamente. Na pesquisa bibliográfica, é importante que o pesquisador verifique a veracidade dos dados obtidos, observando as possíveis incoerências ou contradições que as obras possam apresentar. Para a elaboração deste estudo foram consultados artigos  e  literaturas, referentes ao período de 1995 a 1998.
 
6- RESULTADOS
 
            Os estudos incluídos nesta pesquisa mostram que idosos ativos tem mais disposição física e manifesta ser independente. Segundo (MATSUDO; MATSUDO; BARROS NETO, 2001) A inserção do idoso em atividades físicas resulta em maior capacidade de autonomia, o que, por sua vez, pode melhorar a qualidade de vida.
            Em relação ao Psicossocial o idoso que pratica atividade física regularmente, consegue maior facilidade de ser uma individuo sociável. Segundo Nahas (2001), a prática regular de exercícios físicos promove uma melhora fisiológica (controle da glicose, melhor qualidade do sono, melhora da capacidade física relacionada à saúde); psicológica (relaxamento, redução dos níveis de ansiedade e estresse, melhora do estado de espírito, melhoras cognitivas) e social (indivíduos mais seguros, melhora a integração social e cultural, a integração com a comunidade, rede social e cultural ampliadas, 20 entre outros); além da redução ou prevenção de algumas doenças como osteoporose e os desvios de postura.
           
7- CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
            Este artigo mostra a importância de como a atividade física revela-se como agente que contribui para tornar a vida do idoso possível a continuidade da convivência social ou até mesmo, reabilitar aqueles que já passaram por um período difícil de isolamento e/ou problemas psicológicos.
            Assim, não apenas o lazer é contemplado, mas também, a disposição e condicionamento físico, muito recomendado por médicos. A atividade física em muito auxiliam e proporcionam aos idosos atividades que vão além de seu caráter lúdico, mas também, ajudam essas pessoas a se reintegrarem socialmente, contribuindo para sua saúde, tanto física, quanto social. Incentivar o idoso, dando subsídios para que eles possam melhorar sua qualidade física, tirá-los da ociosidade, levá-los a ambientes saudáveis de comunicação interação e que eles tenham uma boa qualidade de vida. 
 
8 – REFERENCIAS
 
LORDA, Raúl C. Recreação na terceira idade. Rio de Janeiro: 1995.
 
OKUMA, Silene Sumire. Idoso e atividade física. Campina – SP: Papirus, 1998.
(Coleção Vivaidade).
 
SPIRDUSO, W. W. 1995. Physical Dimensions of Aging. Human Kinetics Publishers, Champaign, Illinois.
 
MATSUDO, S. M. M.; MATSUDO, V. K. R.; BARROS NETO, T. L.. Atividade física e envelhecimento: aspectos epidemiológicos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, v. 7, n. 1, p. 2-13, 2001.
 

NAHAS, M. V. Atividade Física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. Londrina: Midiograf, 2001.
   

 

 

 

 

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: CONSTRUÇÃO DE NOVOS HÁBITOS
 
                              João Batista Soares do Nascimento
Janndsson Ribeiro Carneiro
 
Orientadora: Greice Kelly Lima Araújo Ferro
 
 
RESUMO
 
Este artigo trata da relevância da Educação Física Escolar no processo de construção de novas práticas que conduzam a atividade física de forma consciente e autônoma, uma vez que se entende esta prática como relevante na obtenção de qualidade de vida. O foco desta pesquisa versa sobre essa temática, se propondo a traçar uma discussão e reflexão sobre tal. O presente  artigo  tem  como objetivo central discutir  como  a Educação Física Escolar pode contribuir para efetivação de práticas que colaborem com a construção de novos hábitos. A pesquisa constitui-se de um diagnóstico de campo com revisão bibliográfica, com análise qualitativa e quantitativa, aplicada com os alunos do 8º ano da Escola Nossa Senhora das Graças do município de Reriutaba – Ceara. Para tanto foram realizadas consultas em sites, livros, revistas, etc. Os principais autores citados são: Barbanti (1994), Betti (1992), Brasil (2006), Bracht (1999), Brotto (2010). A pesquisa teve como apontamentos a necessidade de deslocamento do foco reducionista, mecanicista da Educação Física para o enfoque ampliado, considerando o contexto social dos educandos. Sendo isso primordial para eficácia do processo de construção de novos hábitos, uma vez que essa construção não se limita ao ambiente escolar. Portanto imperativo se faz a abertura da escola para as vivências e experiências ocorridas no cotidiano de cada estudante.
 
 
PALAVRAS-CHAVE: Educação Física Escolar; Atividade Física; Saúde.
 
  1. INTRODUÇÃO
 
 A Educação Física no ambiente escolar é comumente tida como uma disciplina complementar, sendo-lhe atribuída menos importância do que a Matemática, a História ou a Língua Portuguesa. Será que é verdade? É imprescindível compreender que a Educação Física é uma disciplina obrigatória do currículo escolar e que apresenta características próprias, tão relevantes quanto às demais.
            O termo Educação Física implica no conceito de domínio do corpo ou, ainda, de controle do físico. Educar, desde o século XVII, é um ato que está relacionado à disciplina corpórea: a cisão proposta por Descartes (1992), entre corpo e mente, torna-se base de todo o processo educacional ocidental. Fato bastante notório nas salas de aula: o corpo fica disciplinado e contido nas cadeiras, sem interferir o aprendizado e o desenvolvimento cognitivo.
Em princípio, a Educação Física, quando inserida no currículo escolar, era considerada um momento para a prática da ginástica, com a finalidade de deixar o corpo saudável. Após muitas reformulações na própria ideia de Educação Física, hoje se tem que a mesma é uma ciência complexa que deve, ao mesmo tempo, considerar as suas próprias singularidades e dialogar com os outros componentes curriculares.
Pensar nessa importância é algo relativamente recente, uma vez que historicamente o corpo foi reduzido ao movimento mecânico, destinado à execução de movimentos isolados e desintegrados a obtenção da qualidade de vida, sobretudo ao desenvolvimento psicomotor dos sujeitos.
Este trabalho trata-se de uma pesquisa de campo e bibliográfica, com análise qualitativa e quantitativa, aplicada com os alunos do 8º ano da Escola Nossa Senhora das Graças da cidade de Reriutaba – Ceará.  A coleta de informações foi conseguida na sala através de questionários, composto por sete perguntas, sendo todas fechadas. Participaram da observação vinte alunos, estes se encontram na faixa etária de 11 á 12 anos. Para assim poder entender como estaria o nível dos alunos a respeito do tema proposto no questionário.
Com isso, o objetivo deste trabalho é conhecer os entendimentos que os educandos têm com relação à Educação Física e sobre o que eles acham da metodologia aplicada pelo professor em sala de aula e nas suas aulas praticas.
2. OS CAMINHOS PERCORRIDOS PELA EDUCAÇÃO FÍSICA
 
            De acordo com Bracht (1999, p.74) o caminho percorrido pela Educação Física, no âmbito escolar emergente nos séculos XVIII e XIX, foi intensamente marcado pela instituição militar e pela medicina. Essas influências contribuíram para uma aprendizagem mecânica e sem reflexão. Nessa realidade a disciplina servia para a incorporação de normas e valores, através da disciplinarização do corpo.
Ainda sob forte influência militarista a Educação Física no Brasil, nas primeiras décadas do século XX, era entendida como atividade exclusivamente prática, já que atuavam nas escolas os instrutores pertencentes às instituições bélicas.
 
“Destaca-se que, até essa época, os profissionais de educação Física que atuavam nas escolas eram os instrutores formados pelas instituições militares. Somente em 1939 foi criada a primeira escola civil de formação de professores de Educação Física (Brasil, Decreto-lei nº 1212, de 17 de abril de 1939)” (SOARES et al., 1992, p. 53).
 
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Educação Física na escola passa a conviver com novas tendências. Após a Segunda Guerra Mundial, que coincide com o fim da ditadura do Estado Novo no Brasil, surgem outras tendências disputando a supremacia no interior da instituição escolar. Destaca-se o Método Natural Austríaco desenvolvido por Gaulhofer e Streicher e o Método da Educação Física Desportiva Generalizada, divulgado no Brasil por Auguste Listello. Predomina nesse último a influência do esporte que, no período do pós-guerra, apresenta um grande desenvolvimento [...] (SOARES et al., 1992, p. 53-54).
A supremacia dessas tendências influencia sobremaneira o esporte no âmbito escolar, tornando a Educação Física subordinada aos códigos da instituição esportiva, prevalecendo a competição, o rendimento, a racionalização de meios e as técnicas. Esta influência estabelece novas relações, deslocando o papel de professor - instrutor e aluno - recruta quando influenciado pela instituição militar, para a de professor - treinador e aluno - atleta (SOARES et al., 1992).
A partir desta perspectiva pedagógica o ser humano é pensado de forma fragmentada, reduzido à dimensão biológica, limitando-se na “educação do corpo”. Configura-se mais um adestramento, situando os aspectos psicológicos, sociais, orais e espirituais num segundo plano ou mesmo como irrelevantes. O autor relata que os profissionais “adeptos desta concepção definem a Educação Física simplesmente como um conjunto de conhecimentos e atividades específicas que visam o aprimoramento físico das pessoas” (MEDINA, 1992, p. 78).
Esse quadro inicia um deslocamento de concepção por meio da influência da Escola Nova. Com a disseminação desse novo movimento a Educação Física passa a considerar em seu projeto político pedagógico a personalidade da criança.
Em contrapartida, este movimento perde força com a instauração do governo militar, em 1964, quando a Educação Física torna-se sinônimo de esporte, e a frase mais conhecida nesta época é “Esporte é saúde”.
 
“[...] em relação à metodologia, além dos procedimentos diretivos, as tarefas eram apresentadas de forma acabada e os alunos deviam executá-las ao mesmo tempo, ao mesmo ritmo, desprezando os conhecimentos que a criança já construiu, impondo-lhes valores sociais e culturais distantes da sua realidade” (DARIDO , 2003, p. 3).
 
Dialogando com Moreira (2007, p. 203) este afirma que o binômio mais utilizado na Educação Física escolar, a partir da década de 50, é Educação Física/esportes, crescendo tanto que, em 1969, ele entra na planificação estratégica dos governos ditatoriais, provocando inclusive a subordinação da Educação Física escolar ao esporte.    
Este panorama começa a mudar no final da década de 70, fruto de novos movimentos que buscavam a ruptura com os modelos que reduziam a Educação Física a técnicas esportivas. Esta redução implicava na prática mecânica dos esportes com finalidade primordial a competição e a vitória. Sobretudo, essas práticas tinham característica tecnicista, uma vez que racionalizava as técnicas buscando o aperfeiçoamento. Nesta realidade tem-se que os sujeitos utilizavam a Educação Física como meio pra atingir uma finalidade, e não conheciam os benefícios que a mesma proporcionava a saúde. Desse modo sua utilização e disseminação se davam somente aos atletas e desportistas.
Com ingresso na década de 80 a Educação Física ganha novos conceitos passando a ocupar lugar em discussões no meio acadêmico com a abertura de programas de mestrado na área. Diversos autores direcionaram a produção e reflexão sobre a Educação Física a uma abordagem sociológica. (BETI, 1992)
Nessa perspectiva, a Educação Física passa a compreender-se num contexto histórico e social, no cotidiano das pessoas. Portanto passa a considerar o homem como produto de sua cultura e não apenas um ser competidor, movimentando-se de forma mecânica e automatizada.
Esse salto na concepção da Educação Física, possibilitou sua disseminação e ampliação entre a população. Com isso, a valorização do saber produzido por essa ciência ganhou e afirmou lugar quando diz respeito a melhoria da qualidade de vida.
 
“Compreende-se, assim, que a própria ideia de uma Educação Física é uma construção social, tal como a noção de corpo que ela difunde por intermédio de seus profissionais. Em outras palavras, um trabalho com o corpo, de Educação Física ou não, que se preocupasse somente com a dimensão fisiológica que esse corpo inegavelmente possui, estaria desconsiderando que essa constituição orgânica, sendo a de um corpo humano, pudesse expressar, em termos de sentido, de formas absolutamente diferentes em grupos diversos” (DAOLIO, 2007, p. 80).
 
 
 
2.2. CONTRIBUIÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
           
            Harmonizada com as mudanças sociais, culturais e políticas, a Educação Física ganha nova conotação com a promulgação da Constituição Federal de 1988, que apresenta um novo conceito de saúde, bem como novas formas de concebê-la e tratá-la.
            Esta conquista vivida no cenário brasileiro foi fruto de movimentos sociais e populares que lutavam pela universalização da saúde como direito de todos os cidadãos e dever do Estado. Desse modo o Estado se tornou responsável por oferecer condições de desenvolvimento e manutenção da saúde.
A insatisfação da população com os sistemas de saúde era generalizada, o que possibilitou o repensar esse modo de tratar e conceber a saúde no país. Em contribuição a este movimento vivido no Brasil, o contexto internacional também estabelecia outras formas de viver saudável.
Em 1978, foi realizada em Alma-Ata uma reunião que estabeleceu a doutrina da Atenção Primária à Saúde, pelo fato de se reconhecer esta como estratégia para alcançar a meta de “saúde para todos no ano 2000”, firmada nesse encontro. Em muitos países, fortaleceu-se a ideia de que os modelos de organização à saúde centrados no hospital eram insuficientes para atingir bons resultados. (COSTA, 2005).
Nesse momento, no Brasil já havia manifestações em busca da democracia, no campo da saúde foi organizado um movimento social composto por profissionais, acadêmicos e segmentos populares denominado de Reforma Sanitária.
“A Reforma Sanitária no Brasil é definida como uma estratégia política e um processo de transformação institucional cujo projeto e trajetória de institucionalização implicaram a reformulação de um campo de saber. Emergindo como parte da luta pela democracia, a Reforma Sanitária já ultrapassa três décadas, tendo alcançado a garantia constitucional do direito universal à saúde e a construção institucional do Sistema Único de Saúde (SUS)” (FLEURY, 2009, p.5).
Desse movimento, importantes desdobramentos ocorreram como a criação do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (CEBES), em 1976, e da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO), em 1979.
Ainda em 1979, o CEBES esboçou a proposta inicial do Sistema Único de Saúde (SUS), argumentando sua criação com um arcabouço teórico de princípios e diretrizes. Desse modo, tanto a Reforma Sanitária Brasileira quanto o Sistema Único de Saúde nasceram de movimentos sociais, fortalecidos com a participação popular.
Em conformidade com esses movimentos contra hegemônicos, o ano de 1986 foi marcado pela realização da VIII Conferência Nacional de Saúde, contando com a participação de um contingente elevado de cidadãos engajados em debater e discutir diversas questões sobre a Reforma Sanitária Brasileira, sobretudo a elaboração da nova Constituição.
Essa conferência difere das demais, até então realizadas, por duas características principais. Uma, o seu caráter democrático, pela significativa presença de delegados, representantes de quase todas as forças sociais interessadas na questão saúde. Outra, sua dinâmica processual, que se iniciou por conferências municipais, depois estaduais, até chegar ao âmbito nacional. (MENDES, 1996).
Com a promulgação da Constituição de 1988 e sua regulamentação com as Leis Orgânicas 8080/90 e 8142/90, o SUS teve decretado seu arcabouço jurídico e legal para embasar sua consolidação.
A efervescência do movimento sanitário possibilitou a implantação do SUS.  Embasado em princípios e diretrizes que regem sua consolidação, este novo modelo de conceber e tratar saúde está regulamentado nos artigos 196 a 200 da Carta Magna.
 
“O modelo de atenção à saúde preconizado pelo Ministério da Saúde é o Sistema Único de Saúde (SUS), originário da Reforma Sanitária Brasileira, movimento de resistência ao complexo médico-industrial e ao modelo de formação hospitalocêntrica, baseado na especialização e fragmentação do conhecimento e na visão da doença como fenômeno estritamente biológico” (BRASIL, 2006).
 
A criação do SUS teve suporte na esperança da população em construir um sistema de saúde justo, equânime, universal, referenciado por uma concepção de saúde mais ampla, com a consideração dos determinantes e condicionantes, bem como a responsabilização e o compromisso do Estado com o provimento do bem-estar da população.
Para tanto, no artigo 196° da Constituição Federal de 1988, é colocado que saúde é direito de todos e dever do Estado. A concepção de saúde que deve ser garantida aos cidadãos está registrada no artigo 3° da lei 8080/90, que descreve a saúde como tendo fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais.
Tem-se diante desses artigos trazidos que a saúde não se reduz ao saber biológico, médico, ao contrário transcende esse reducionismo e compartilha uma visão mais integradora e holística dos sujeitos, considerando que estes estão em relação com seu meio ambiente e inserido num contexto familiar e social, o que o processo saúde-doença um fenômeno complexo.
Nesse sentido, o SUS propôs a adoção de um conceito ampliado de saúde, que considera as condições de vida das pessoas, ultrapassando a simples realização de procedimentos curativos, que visam ao tratamento de doenças. Tal sistema buscou imprimir uma visão integral e resolutiva às questões da saúde.
Tendo essa complexidade social como referencial de atuação e cuidado com a saúde dos sujeitos, o Sistema Único de Saúde possui em seu arcabouço os princípios doutrinários: universalidade, integralidade e equidade, e as diretrizes organizativas: regionalização e hierarquização, descentralização e participação popular.
            Diante dessa nova configuração social, surge a necessidade de mudança dos paradigmas teóricos produzidos pelas ciências humanas, exigindo dos profissionais, uma nova abordagem e intervenção. Nesse sentido a Educação Física, disciplina que transita na saúde e na educação possui papel essencial na contribuição para efetivação dessa nova lógica.
 
2.3. A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO E MOTIVADORA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS REGULARES
Falar sobre a educação física e o papel dela no campo escolar requer que se evidência a importância do educador nesse processo, ou seja, para que sua finalidade seja alcançada, é indispensável um empenho daquele que é o protagonista de todo esse método: o educador físico. Por meio deste engajamento será admissível entender os objetivos sugeridos pela disciplina de educação física.
Além disso, o docente na disciplina de educação física precisa ter a consciência da ponderação sobre suas práticas pedagógicas diárias. Significa estarem sempre aberto as novas tendências, abordagens, metodologias e experiências, para que não acabe por cair na mesmice. Segundo Nóvoa (1995, p. 25) a reflexão seria um re-pensar, um voltar atrás, um pensamento consciente em busca de significados, pois para ele nem todo pensamento pode ser considerado um ato de reflexão. Entendemos que o profissional, através de suas formações e reflexões de suas ações cotidianas, seja criativo e autônomo, capaz de desenvolver em si uma identidade profissional.
O que se deseja da educação físico, na visão de Guedes (1999), é a incorporação de uma nova postura frente à estrutura educacional, adotando em suas aulas, não somente à prática de atividades esportivas e recreativas – que também são importantes para a formação dos escolares – mas que acima de tudo possam alcançar metas voltadas à educação para a saúde, mediante uma proposta sistematizada, organizada e desenvolvida através de experiências com os educandos, fazendo com que os tornem além de alunos ativos fisicamente, conscientes da importância da adoção de um estilo de vida saudável ao longo de toda sua vida
As pessoas buscam cada vez mais, por meio da atividade física regular, uma boa qualidade de vida. O professor de educação física precisa ser o promotor dessa mobilização, o responsável pela adaptação das práticas corporais as pessoas, de acordo com o interesse e a necessidade de cada uma, seja nas mais variadas expressões corporais.
Quanto à adoção de atividade física por parte de educandos, é necessário ao professor de educação física alguns cuidados quanto à duração, intensidade e tipo de exercício a que irão submeter-se. Ressalva-se que os níveis adequados de exercícios físicos relativos à aptidão física e a saúde deve ser algo cultivado na infância e na adolescência e, além do mais, que tenham acesso a informações que lhe permitam estruturar conceitos mais amplos, e não apenas praticar por praticar.
Podemos citar como exemplo um aluno em uma aula de educação física. A brincadeira a ser desenvolvida pelo professor terá grandes chances de dar prazer se ele se dispuser a vivenciar tal experiência. Conforme Luckesi (2005), para que a atividade lúdica se torne plena é preciso que o indivíduo se entregue a experiência sem ressalvas nem restrições, especialmente as mentais, que normalmente são capazes de estabelecer nas pessoas juízos pré-concebidos sobre as práticas humanas.
Além disso, o professor precisa estar atento às necessidades dos educandos, pois certas vezes eles nem tem idéia do que estão procurando e porque estão procurando. Durante uma prática orientada de exercícios físicos, seja qual for à modalidade, o educador não pode iludir seus alunos, prometendo resultados inalcançáveis. Deve haver uma relação de confiança entre ambos, considerando a individualidade e a singularidade do ser.
3. METODOLOGIA
 
Este trabalho configura-se como uma pesquisa de campo e bibliográfica, com análise qualitativa e quantitativa, objetivando-se em estudar o conhecimento dos alunos do 8º ano da Escola Nossa Senhora das Graças, localizada em Reriutaba – CE, com relação à Educação Física em sua escola, apresentando as principais estratégias usadas para o ensino e aprendizagem da mesma, dos conhecimentos repassados pelos professores nas suas aulas, e através desta pesquisa como está a organização do trabalho em sala de aula referente a este tema estudado no trabalho.
A finalidade do estudo bibliográfico é permitir que o pesquisador, motivado pela necessidade de explorar um determinado tema, entre em contato com esse universo de publicações. No entanto, é importante ressaltar que o produto do estudo bibliográfico não se. Para Marconi; Lakatos (2010, p. 185) “uma mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras e à formulação de novas hipóteses”. Segundo Gil (2002, p. 37), este tipo de pesquisa fundamenta-se nos conhecimentos bibliográficos, que se configuram como um conjunto de obras e registros já publicados, produzidos por vários autores em diferentes épocas, sobre um determinado assunto.
A coleta de informações foi conseguida na sala do 8º ano, através de questionários, composto por sete perguntas fechadas. Participaram da observação 20 alunos, de 11 á 12 anos de idade.  
O questionário, segundo Gil (1999, p.128), pode ser definido “como a técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas etc.”. Assim, nas questões de cunho empírico, é o questionário uma técnica que servirá para coletar as informações da realidade, tanto do empreendimento quanto do mercado que o cerca, e que serão basilares na construção do TC
A seleção das fontes foi realizada a partir de buscas nas bases de dados eletrônicas GOOGLE, LILACS e SCIELO. O levantamento dos textos nas bases foi realizado por meio de buscas por descritores de assuntos, a saber: educação física escolar e novos hábitos. Os descritores consistem num vocabulário estruturado, desenvolvido com o objetivo de facilitar a recuperação de informações em três idiomas – português, espanhol e inglês (BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE, 2008, p. 59).
Os dados foram coletados por meio de leitura preliminar e atenta dos resumos, buscando avaliar se o material era pertinente ou não, a partir do objetivo proposto. Depois disso, foi realizada a busca do material na íntegra e a leitura analítica dos textos.
Posteriormente foi realizada a análise do conteúdo dos textos, a partir das seguintes categorias de análise: educação física escolar, saúde, educação e novos hábitos.
A análise dos resultados teve como referencial teórico: as teorias construtivistas, que consideram que o processo de aprendizagem perpassa todas as esferas da vida e todas as etapas.
 
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
 
Desejamos, nesta parte, explanar algumas causas que (Des)motivam os educandos a participarem das aulas de Educação Física, em lugar dos dados colhidos enfatizam-se os dados como: a) as problemas que o educador na área de Educação Física encara para conseguir ministrar suas aulas, b) as observações dos alunos com relação ao que refletem sobre as aulas, os conteúdos propostos e a sua motivação para participar das mesmas, diante destas,  dois focos fundamentais de análise, a seguir são proporcionadas as classes resultantes do esboço das questões.
As respostas dos educandos foram bem objetivas, deixando um olhar simplificado com relação ao papel das aulas de Educação Física na escola publica. De acordo com as questões 1 e 2 que serviram de base para essa classe conseguimos as seguintes respostas:
 
Tabela 1 – Opinião dos alunos sobre as aulas de Educação Física

SITUAÇÕES

 

Nº DE ALUNOS

PERCENTUAL

Legais / ótimas / boas

 

15

60%

Descontração/distração

 

2

20%

Exercício Físico

 

1

5%

Depende do conteúdo

 

2

15%

TOTAL

 

20

100%
Fonte: Escola Nossa Senhora das Graças
 
Tabela 2 – Para você o que significa Educação Física?

SITUAÇÕES

 

Nº DE ALUNOS

PERCENTUAL

Desenvolvimento da pessoa, lazer, esporte educativo

 

14

70%

Trabalhar corpo e mente

 

4

20%

Fazer exercícios

 

1

5%

Treinamento físico

 

1

5%

TOTAL

 

20

100%
Fonte: Escola Nossa Senhora das Graças
 
As primeiras questões tinha como objetivos conferir o que os educandos entendem com relação as aulas de Educação Física (EF), bem como o que esta exprime para eles, como resultado obtido, averiguo-se que as aulas são legais/ótimas/boas (72,22%), servem para descontração (11,11%), ou ainda que sirva para exercitar o corpo (5,55%). Alguns responderam ainda que depende do conteúdo ministrado pelo professor (11,12%).
No que se refere em relação à definição da EF, de modo geral conseguiu-se a relação com desenvolvimento da pessoa, lazer, esporte educativo (38,88%), a trabalhar o corpo e a mente (33,33%), a fazer exercícios (22,22%) e também uma menção ao significado de treinamento físico (5,57%).
Podemos endossar estes dois quadros acima, com algumas respostas dos alunos que foram assinaladas nos próprios questionários:
O estudante 1 diz que as aulas de Educação Física são legais pelo fato de ter o futebol e que para ele a aula constitui a movimentação do corpo humano.
Já o aluno 3 afirmou que as aulas são ótimas, e completa afirmando que para ele a Educação Física expressa entretenimento. Entretanto o aluno 5 afirma que a aula é bem interessante, enfatizando que a Educação Física é uma aula pra se distrair, fazer também fazer exercícios.
Com forme as percepções dos educandos com relação às aulas de Educação Física, o que podemos observar é que, a maior parte, compreende as aulas como algo legal, importantes e um momento de tranqüilizarem das demais aulas, sem esquecer e deixar clara a importância da Educação Física no procedimento educacional.
Também vale salientar que os educandos sucessivamente relacionam a definição da Educação Física aos exercícios, ao corpo, à diversão, à descontração.
                                                     
Tabela 3 – Você gosta das aulas?

SITUAÇÕES

 

Nº DE ALUNOS

PERCENTUAL

Gostam das aulas

 

15

80%

Não gostam das aulas

 

5

20%

TOTAL

 

20

100%
Fonte: Escola Nossa Senhora das Graças
 
Com relação aos educandos gostarem ou não das aulas de EF, alcanço-se como resposta, simultaneamente, que 77,77% gostam das aulas e 22,23% não gosta das aulas.
Particularmente: o estudante 1 assegurou gostar das aulas, mas que a mesma só fica vira atraente com forme o que o professor estar propondo na aula.
Os alunos 2 e 4 compreenderam da mesma forma, respondendo objetivamente que gostam das aulas de EF e que são bem atraentes, sem citar o porquê. Para o estudante 5, embora gostar das aulas ele não participa das mesmas, embora as aulas sejam curiosas e instruam a jogar diversos esportes.
Em contra partida ao aluno 5, o aluno 6 responde que não gosta das aulas, mas participa para conseguir as suas notas, garantindo que às vezes as aulas são importantes mas na sua grande maioria não são.
De modo geral o que se pode compreender é que ainda a maior parte dos estudantes respondendo que gostam das aulas e que estas são atraentes eles acaba não dando o devido valor as aulas de Educação Física, pois todos estão presentes nas aulas, mas, a maior parte deles não participa das aulas, especialmente as meninas que resistem as aulas até o derradeiro momento, participando exclusivamente quando acontece uma determinada negociação com o educador ou trata-se de arrumar sua nota para aprovação.
Tabela 4 – Você se sente motivado a freqüentar as aulas? Por quê?

SITUAÇÕES

 

Nº DE ALUNOS

PERCENTUAL

Motivado, independentemente do conteúdo

 

5

20%

Motivado + ou -, Depende da aula

 

10

60%

Motivado, mas não participa

 

3

10%

Motivado, mas não participa

 

1

5%

Não se sente motivado e percebe a desmotivação do Profissional

 

1

5%

Total

 

20

100%
Fonte: Escola Nossa Senhora das Graças
                                                
O estudante 1 mencionou que se sente motivado de acordo com o que esta sendo proposto nas aulas, afirmou que se for alguma atividade que não gosta, somente participa um pouco e depois senta para ficar so observando os colegas participarem, e que so participa quando a atividade realizada for algum esporte com bola, afirmou além disso que conservaria nas aulas o futebol e modificaria a atitude da professora quando quer dar um certo trabalho teórico, porque ele não gosta.
 
                           Tabela 5 – O que você manteria nas aulas de Educação Física?

SITUAÇÕES

 

Nº DE ALUNOS

PERCENTUAL

Didática do professor (diversidade de esportes e cultura -jogos, dinâmicas, dança, aulas teóricas etc.)

 

17

70%

Futebol

 

2

20%

Basquete/Volei

 

1

10%

TOTAL

 

20

100%
Fonte: Escola Nossa Senhora das Graças
 
Tabela 6 – O que mudaria nas aulas de Educação Física?

SITUAÇÕES

 

Nº DE ALUNOS

PERCENTUAL

Planejamento (acrescentaria dinâmicas alternativas, teoria, alongamentos, diversidade dos esportes etc.)

 

16

85%

Nada

 

4

15%

TOTAL

 

20

100%
Fonte: Escola Nossa Senhora das Graças
           
            Em analogia ao aluno 6 as respostas foram abertas quando diz se sentir motivado porque necessita da nota para “passar de ano”, entretanto diz que cultivaria a variedade de atividades que a educadora apresenta e que não modificaria nada porque do jeito que estão sendo atingidas esta bom e ainda enaltece a professora dizendo ser maravilhoso e completa enfatizando que ele não teria afinidade com a matéria.
Deste modo, pela apreciação das tabelas proporcionadas, podem-se atingir resultados no mínimo preocupantes. Entretanto esse susto deve-se em grande parte por deparar-se com o triste fato encontrado há décadas passado no surgimento das aulas de Educação Física embora ainda faça parte do cotidiano das escolas, no que tange a admissão da desportivização das aulas. Nessa definição sabe-se que:
 
A principal característica da Educação Física, enquanto ramo pedagógico é o movimento, o que a distingue dos demais componentes curriculares (Oliveira, 1985). Enquanto disciplina acadêmica, o seu objeto de estudo é o movimento humano. Na visão filosófico-ideológica, contudo, a Educação Física tem por objeto o “homem em desenvolvimento”, e “uma ação educativa, científica e comprometida politicamente (Feitosa et al, 1986, p. 2 citados por BETTI, 1991, p.137).
 
            A aprendizagem se dá por intensos incentivadores como as técnicas empregadas pelo professor, os conteúdos nomeados para consentir as necessidades e os interesses dos alunos e a individualidade e entendimento do professor também é de grande valia para o ensino-aprendizagem, sendo assim cabe ao educador motivar seus alunos e sempre estar observando o que verdadeiramente interessa aos mesmos.
            No entanto, pode-se expor que depende muito das vontades dos alunos para que um determinado componente motivacional tenha um desempenho de caráter prático, ou seja, um educando pode se sentir mais determinado a exercitar uma atividade como o basquetebol, e outro podem sentir o mesmo com afinidade ao voleibol, daí podemos tira a importância do educador em conceber o nível de motivação dos seus alunos e ter a sensibilidade para aderir a mudanças.
            Saliente-se que não há a pretensão de afirmar nesse trabalho que as modalidades desportivas não possam contribuir para a formação do aluno, pois:
 
Contudo, introduzir a iniciação ao esporte de competição nos programas escolares não significa aceitar para a escola a missão de produzir atletas que assegurem o prestígio esportivo nacional. Este é um efeito secundário que precisa ser considerado, mas o objetivo principal é o de estender a todos uma gama tão extensa quanto possível de atividades formativas. “Se admitimos a competição” – prossegue Belbenoit – “é porque lhe teremos reconhecido virtudes educativas ( citado por BETTI, 1991, p. 54).
 
Compete também ao educador uma observação, em qualquer que seja o seu emprego, tais como personalidade, aparência, dinamismo, ânimo pelo trabalho, bom humor, afetividade, são fatores admiráveis e motivacionais por quem os cerca, ou seja, os alunos estão sempre observando o professor como um todo.
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
Com base nesse estudo é percebido que a Educação Física sofreu transformações significativas ao longo da história, e que existe comprometimento no sentido de ampliar as discussões teóricas e conceituais até chegarem a prática pedagógica dos professores. Debater e inserir novas ideias, como a disseminação da Educação Física a maior número de pessoas iniciando esse trabalho na escola possibilita produzir sujeitos críticos, autônomas e autores da construção de sua qualidade de vida.
Ainda concordando com o exposto acima a Educação Física Escolar busca efetivar-se como meio para que os alunos tenham uma vivência que permita compreender as diferentes linguagens e usá-las como meios de organização da realidade.
Para tanto, uma nova proposta pensada sem considerar o contexto histórico e social, que resolverá os desafios e valhas do processo de ensino-aprendizagem presente na atuação docente, está determinada ao fracasso, já que há a necessidade de interação entre as novas ideias com a prática, isso implica na consideração das experiências vividas pelos docentes, bem como todo o conhecimento até então produzido.
Eliminar o conhecimento produzido na prática pedagógica e simplesmente impor um novo modelo sugere mais um discurso político do que uma ação que objetivas transformações reais. Neste aspecto duas atitudes são fundamentais, na figura de um professor ideal, isto é, a prática reflexiva e a implicação crítica.
De acordo com Perrenoud (2002), a prática reflexiva permite ao professor, “nas sociedades em transformações, a capacidade de inovar, negociar e regular a prática” (p. 15); já a implicação crítica possibilita o docente o envolvimento no debate político sobre a educação, mas não apenas aos desafios corporativos ou sindicais, como “também às finalidades e aos programas escolares, à democratização da cultura, à gestão do sistema educacional, ao lugar dos usuários etc” (p. 15).
 
Sobre as reformas escolares: As reformas escolares fracassam, os novos programas não são aplicados, belas idéias como os métodos ativos, o construtivismo, a avaliação formativa ou a pedagogia diferenciada são pregadas, porém nunca praticadas. Por quê? Precisamente porque, na área da educação, não se mede o suficiente o desvio astronômico entre o que é prescrito e o que é viável nas condições efetivas do trabalho docente (PERRENOUD, 2002, p. 17).
 
Nesse sentido, é preciso debater a produção na área da Educação Física e os esforços no sentido de implantá-las na prática pedagógica dos professores, sem abandonar a pesquisa sobre as práticas, e oferecer uma visão realista dos desafios que atingem a escola diariamente, já que não é mais suficiente somente deter os saberes para transmiti-los.
 
6. REFERÊNCIAS
 
 
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 A INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA ORIENTADA PARA A TERCEIRA IDADE

 

 

 

                  Universidade Estadual Vale do Acaraú-UVA

Curso de Licenciatura em Educação Física
  
RESUMO

 

Este artigo tem como objetivo apontar a influência da atividade física orientada no cotidiano da terceira idade, com ênfase nos seguintes aspectos: como a atividade física orientada pode contribuir no desenvolvimento psicomotor do idoso? O método de pesquisa utilizado foi qualitativo, no qual, obtiveram-se os dados a partir de referências bibliográficas e artigos em questão. Conforme as contribuições de grandes estudiosos da área foi possível perceber que por meio da atividade física orientada o idoso pode socializar-se consigo mesmo e com o mundo, aceitar novos conhecimentos, desenvolvendo-se integralmente. O que confirma que a atividade física orientada contribui de forma significativa para o desenvolvimento psicomotor do idoso. Deste modo cabe destacar que seria de fundamental importância a conscientização destas práticas para que as pessoas de terceira idade se interessem em procurar uma vida mais saudável e ativa. Nessa perspectiva, faz-se importante a implementação de programas e projetos relacionados à promoção da saúde e bem-estar para esses indivíduos.
 
 
 
Palavras-chave : Atividade Física orientada. Terceira Idade. Qualidade de Vida.
  
1.   INTRODUÇÃO
 
A chegada da terceira idade traz consigo limitações sobre um corpo já vivido e cansado. Não há mais a mesma vitalidade, a rapidez dos movimentos e do raciocínio. A coordenação motora da época da juventude, as mudanças de comportamento com respeito ao modo de viver mudam bastante. No entanto, o envelhecimento também pode ser sinônimo de vida ativa, saudável e feliz, desde que o idoso procure mudar sua vida com atividades variadas que englobem o físico, psicológico e social.
           Visando essas questões, resolve-se aborda o tema: A influência da atividade física orientada para a terceira idade, como estudo de aprofundamento de exercício físico para a qualidade de vida do idoso no desenvolvimento das funções: A-Fisiológicas: diminuir as inflamações e trauma; melhorar a postura; diminuir a tensão muscular; diminuir o esforço na execução das tarefas diárias e melhorar a saúde. B-Psicológicas: favorecer a mudança da rotina; reforça a alto-estima; diminuir o interesse e melhorar a capacidade de concentração. C-Sociais: Favorecer o contato pessoal; promover a integração social e melhorar os relacionamentos.
Os programas de Educação Física têm mostrado cada vez mais alternativas importantes para incentivar aos idosos práticas de hábitos saudáveis, para que assim possam conhecer os limites de seu corpo e ao mesmo tempo para que possam fugir do sedentarismo. Toda atividade Física deve ser orientada e conter desafios para as pessoas da terceira idade, permitindo a participação de todos, respeitando suas limitações, promovendo autonomia e enfatizando o potencial que cada um é capaz de desenvolver.
  
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. TERCEIRA IDADE E O SEDENTARISMO
 
         No mundo inteiro, à medida que os anos vão passando, é cada vez maior o número de idosos. Os estilos de vida fisicamente inativos são um dos principais desafios de saúde pública, e apesar da procura de programas de exercícios físico estar a crescer, verificando-se que dentre os fatores de risco, o sedentarismo é o mais prevalente. Ferreira (2003 ,pg.15) relata que através da prática regular de atividade física “ a expectativa de vida é incrementada, condições debilitantes são adiadas, e ocorrem muitos ganhos a qualidade de vida”. Ou seja, para muitos idosos, vida longa significa sofrimento prolongado, solidão, depressão, abandono, baixa autoconfiança, sem falar nas doenças crônicas degenerativas.
 Para piorar, os idosos enfrentam ainda séries dificuldades financeiras devido a aposentadoria precária, meios de transportes públicos poucos seguros, serviços de saúde deficientes, de maneira que envelhecer assim dá medo, favorecendo bastante hábitos sedentários.
 
2.2. O IDIOSO ATIVO
 
 A atividade física é benéfica em qualquer idade. Novais et al. (2005,pg.188) relata que, “quanto mais ativa é a pessoa, menos limitações ela tem, concluído que a atividade física é um fator de proteção funcional não só na velhice, mas em todas as idades”.
 A pessoa da terceira idade, tanto qualquer outra precisa de desafios, os mesmos favorecem a busca pelo crescimento, a partir deles conferimos nossas capacidades. E a atividade física é desafio. Um tipo de desafio com respostas imediatas: na hora da prática fica-se sabendo do que se é capaz. E participar de uma atividade física significa também cultivar amizades, conversar, ouvir, desabafar, combinar atividades paralelas, se divertir.Contudo, percebe-se ainda como uma vantagem esses idosos resistirem a tantas “facilidades” e , com isso, preservarem uma vida mais ativa (ARGIMON et.al., 2004).
Da maneira que vemos idosos vivendo em um cotidiano alegre, rodeados de amigos e atividades sociais, estudando, praticando exercícios físico, namorando, curtindo novidades extra –familiar .
 (...) as pessoas idosas fisicamente ativas têm capacidade de exercício semelhante a das pessoas jovens ativas. Isso significa que alguns processos fisiológicos que diminuem com a idade podem ser modificados pelo exercício e pelo condicionamento físico: podemos melhorar a eficiência cardíaca, função pulmonar e níveis de cálcio ósseo. Contudo, a despeito dos benefícios da prática de exercícios para a saúde, há bons indícios de que a expectativa de vida é maior nos idosos fisicamente ativos (HAYFLICK, 1997, p.174).
 
Portanto, observa-se a relevância social e científica de se investigar como se dá e quais são os fatores que interferem no processo de envelhecimento, assim como as alternativas para que essa fase seja vivida sem incapacidades que interfiram de forma significante na qualidade de vida dos idosos sendo deste modo, aproveitada a cada instante.
 
2.3. COMO A ATIVIDADE FÍSICA PODE FAVORECER CONTRA PROBLEMAS DECORRENTES DO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO.
 
A atividade física pode ser entendida como qualquer tipo de movimento corporal gerado pelos músculos esqueléticos que façam com que o corpo saia do seu estado de homeostasia e gere gasto energético (SPIRDUSO, 2005). Existem diferentes categorias de atividade física, como, atividades de lazer, utilitárias, esportes e exercício físico. É conhecido que a prática regular de atividade física traz diversos benefícios para o individuo, sendo alguns deles a melhora do condicionamento físico, ganho de força, diminuição da perda de massa óssea, redução da incapacidade funcional, melhoras na autoestima, no humor e prevenção/tratamento de doenças crônicas (BENEDETTI e col, 2008; MORAES e col, 2007; HARGREAVES, 2006; ALVES e col, 2004).
 A prática de exercício físico, além de combater o sedentarismo, contribui de maneira significativa para a manutenção da aptidão do idoso. A atividade vai influenciar também na autonomia do idoso, ele vai começar a realizar atividade que há muito tempo não realizava, podendo se tornar uma pessoa independente.
 
2.4. CUIDADOS COM ATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE
        
Algumas precauções devem ser tomadas para a segurança, inclusive com a presença de um professor acompanhando a execução do exercício. Durante o treinamento, como em outro qualquer outra atividade física, a pressão arterial aumenta. Quando a pessoa não pode completar a repetição e sustenta o peso, ocorre significativa elevação da pressão arterial, ou seja, por motivos de segurança, é importante acompanhar o idoso para que no treinamento ele não seja exposto à sustentação do peso por um longo período, o que acarretaria dificuldade em completar a repetição. Leite(2000, p.241), o condicionamento físico deve constar os seguintes aspectos :
1-    O exame clínico;
2-    O teste ergométrico ;
3-    Teste para avaliação a aptidão motora;
4-    Registro de incapacidades e deficiência se presentes.
 
         No entanto, depois de ser submetidos aos exames de condicionamento físico, o objetivo é conhecer se o idoso apresenta alguma patologia como por exemplo: arritmias e doenças degenerativas ou inflamatórias do osso ou articulação, hipertensão arterial, anemia e dentre outra. Mas a presença de qualquer uma dessas patologias não significa não poder praticar atividade física, e sim tratar e continuar se exercitando de maneira adequada e orientada.
Amorim (2002,pg.52) ainda acrescenta que “atualmente podemos dizer que uma boa estratégia para evitar a perda da autonomia consiste na incorporação de um estilo de vida mais saudável, estando ai incluídas as atividades físicas.
         Embora, teoricamente, a atividade física para as pessoas idosas seja tão benéfica quanto para os jovens, não se espera que ninguém mantenha o mesmo desempenho de atleta após os 60 anos de idade. Uma das preocupações que o profissional envolvido deve se atentar é o tipo de treinamento para aquele determinado grupo. Para a pessoa idosa deve tomar e adequar as atividades propostas às habilidades do aluno, eliminando o risco de fracasso e frustação. A sensação de incapaz e vergonha numa única sessão pode levar a desmotivação por completo.
 
3. METODOLOGIA
       
A pesquisa utilizada neste trabalho é do tipo bibliográfica, pretendendo mostrar a importância do desenvolvimento de atividade física orientada para a terceira idade, visando uma melhor qualidade de vida. Foram utilizadas as contribuições de Ferreira, Novais, Leite e outros mais, autores que deram embasamento ao presente trabalho.
        Este trabalho aborda inicialmente o sedentarismo na terceira idade. Refere- se também sobre o idoso ativo e sobre como a atividade física orientada pode favorecer contra problemas decorrentes do processo de envelhecimento e dos cuidados que devem ser tomados com a atividade física na terceira idade.
 Mesmo reconhecendo suas limitações, este trabalho pretende apresentar uma visão reflexiva, sobre as formas de incentivar os idosos a cultivarem hábitos saudáveis através de atividades físicas.
  
4. CONCLUSÕES
    
Através deste estudo, busquei salientar a importância que a atividade física orientada tem sobre a melhora da qualidade de vida durante o processo de envelhecimento. Pessoas que por algum motivo, não tiveram a chance ou motivação para praticarem algum exercício durante o período de juventude, e que talvez não tivessem informações suficientes de como participar das atividades devem se atentar a importância de desfrutar dos benefícios que a atividade física pode proporcionar.
         Cada vez mais é possível constatar que a saúde e longevidade estão relacionados com o estilo de vida de cada um. Através da Educação Física é possível estimular a diminuição do sedentarismo na terceira idade e levar indivíduos cada vez mais a praticar atividade física, uma vez que essas mesmas estejam inseridas no seu cotidiano para proporcionar a qualidade de vida tão almejada.
         Contudo, para alcançarmos um envelhecimento bem sucedido, faz-se necessário o interesse por pessoas e projetos, facilitando o acesso a informações e principalmente, demonstrando o quanto a saúde pode ser beneficiada com maior qualidade de vida.
 
  5. REFERÊNCIAS
 
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Os desafios do novo modelo de contabilidade 

aplicada ao setor público

*Jaciara Cunha de Aguiar

 

 
RESUMO
         A implantação de um “Novo Modelo de Contabilidade Aplicada ao Setor Público” tem como objetivo convergir às práticas de contabilidade vigentes aos padrões estabelecidos nas Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público. Esse novo modelo visa resgatar a Contabilidade como ciência, e o patrimônio da entidade pública como objeto de estudo. Conforme exigência legal todos os processos e operações contábeis adotados por órgãos públicos e autarquias deverão estar adequados aos padrões internacionais, a partir do dia 1º de janeiro de 2013. A implantação do novo modelo de contabilidade, que dá início à convergência do setor público aos padrões internacionais, será um grande desafio para os governos e para toda a sociedade brasileira. Este estudo pretende identificar os possíveis desafios a serem superados nesse processo. Quanto aos objetivos, esta pesquisa caracteriza-se como descritiva e de natureza qualitativa. Em relação aos procedimentos utilizados, a pesquisa é essencialmente bibliográfica, fundamentada na busca em livros, produções científicas, anais de eventos realizados pelo CFC, voltado por meio de discussão sobre o tema. Espera-se com este estudo abrir uma maior discussão acadêmica e conceitual sobre o tema, tendo em vista a necessidade de adequarmos os profissionais da área para essa nova realidade. Entretanto, entendemos que o desafio vai além das mudanças a serem implantadas no sistema contábil, pois atinge a postura dos profissionais de contabilidade diante dos fatos e atos administrativos e principalmente a mudança de cultura por parte da administração pública como um todo.
 
Palavras-chave: Contabilidade Pública; Convergências; Desafios; Normas Internacionais.
  1.           INTRODUÇÃO
          A Contabilidade Pública é um ramo de aplicação da Contabilidade Geral que tem por objetivo evidenciar o patrimônio Público e suas modificações.
         Para alcançar esse objetivo, faz-se necessário o cumprimento dos princípios fundamentais da contabilidade pública e das legislações aplicada ao setor.
         A Lei 4.320/64 é a norma em vigor de maior importância no que diz respeito à definição de procedimentos específicos para a contabilidade das entidades do setor público (MOTA, 2009, p. 11). Esta dispõe sobre normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
         Outra referencia importante é a Lei Complementar 101/200, conhecida como a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que traz normas de finanças públicas voltada para a responsabilidade na gestão fiscal (LIMA; SANTANA; GUEDES, 2009, p. 17).
         Atualmente, a Contabilidade Pública encontra-se frente aos desafios das mudanças trazida com o amplo processo das convergências aos padrões internacionais. De acordo com Feijó (2008), o objetivo da convergência no Brasil é contribuir para o desenvolvimento sustentável do país, por meio da reforma contábil e de auditoria que resulte numa maior transparência das informações financeira utilizadas pelo mercado, bem como o aprimoramento das práticas profissionais no âmbito do setor privado e do setor público.
         Criada pelo Decreto nº 6.976, de 07 de outubro de 2009, a nova regulamentação entra em vigor para órgãos vinculados à União já a partir de 2012 e para os estados, o Distrito Federal e os municípios, no início de 2013.
            As novas normas serão encabeçadas pelo Sistema CFC/CRCs, formado pelo Conselho Federal de Contabilidade e pelos Conselhos regionais de Contabilidade e pela Secretaria de Tesouro Nacional, obedecendo ao disposto na Portaria do Ministério da Fazenda número 184, de 25 de agosto de 2008, esta portaria dispõe sobre as diretrizes a serem observadas no setor pública (pelos entes públicos) quanto aos procedimentos, práticas, elaboração e divulgação das demonstrações contábeis, de forma a torná-las convergentes às Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público – NBCASP, editada pelo CFC.
           
         A implantação do novo modelo de contabilidade, que dá início à convergência do setor público aos padrões internacionais, será um grande desafio para os governos e para toda a sociedade brasileira. Este estudo pretende identificar os possíveis desafios a serem superados.
                      De acordo com o professor Lino Martins (2008) “um dos pontos principais da transição na contabilidade pública é a mudança do enfoque contábil, eminentemente centrado no controle orçamentário, para uma contabilidade pública patrimonial, com a adoção do regime de competência para as receitas e despesas públicas”.
         Entretanto, após uma pesquisa feita pelo CFC, em parceria com a STN, entre os responsáveis técnicos pela implantação das normas nos estados e municípios, são essenciais duas questões: a tecnologia de informação (TI) e o capital intelectual.
            Desta forma, entendemos que as principais dificuldades para alinhar a contabilidade pública aos padrões internacionais estão na falta de pessoal qualificado e de investimentos dos estados e municípios em sistemas de TI.
            No entanto, “a mudança de cultura por parte da administração pública, também é um dos principais entraves”, conforme avaliação de Paulo Henrique Feijó, analista de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Ele explica que há no setor público, de modo geral, o hábito de não segregar os fatos orçamentários dos patrimoniais, ou seja, de não registrar alguns fenômenos essencialmente econômicos, como a depreciação.
            Dentre os desafios já mencionados, existem questões a serem superadas no que diz respeito às interpretações das convergências, a linguagem e as terminologias e, sobretudo, ao impacto político, que interfere diretamente na contabilidade, tendo em vista a existência de inúmeros grupos de interesses, com Leis e Regulamentos distintos.
         Entendemos que o desafio vai além das mudanças a serem implantadas no sistema operacional e contábil, pois atinge a postura dos profissionais de contabilidade diante dos fatos e atos administrativos e principalmente na mudança de cultura por parte da administração pública.
            Entretanto, no Brasil, a grande preocupação está primeiramente em padronizar os procedimentos, pois a nova contabilidade interfere diretamente no Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAF, que terá que ser alterado. 
            Não podemos deixar de ressaltar que o papel da contadoria é fundamental nesse processo de convergência, pois ela deve ter a consciência de que a valorização e o reconhecimento contábil pela sociedade passam pela importância do seu trabalho, tanto no aspecto individual como no coletivo.
         As novas regras obedecem a um padrão internacional e a convergência dará mais transparência à prestação de contas de estados, municípios e da União. Acredita-se que com a padronização, será possível enxergar uma contabilidade única do Brasil.
         A relevância deste estudo pode ser justificada pela necessidade de uma maior discussão acadêmica e conceitual sobre o tema.
 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
 
2.1. O Brasil no contexto das Normas Internacionais
        
         “O surgimento das normas internacionais na contabilidade tem como finalidade a harmonização dos padrões contábeis, mitigando as disparidades apresentadas nas demonstrações financeiras”. (NIYAMA e RODRIGUES, 2010, p. 25)
         É comum confundirmos o termo “harmonização” associando incorretamente com “padronização” de normas contábeis, porém, há diferença entre eles:
 
Harmonização é um processo que busca preservar as particularidades inerente à cada país, mas que permite reconciliar os sistemas contábeis com outros países de modo a melhorar a troca de informações a serem interpretadas e compreendidas, enquanto padronização é um processo de uniformização de critérios, não admitindo flexibilização. (NIYAMA, 2009, p. 38)
 
         Neste contexto, vários órgãos encontram-se engajados na harmonização contábil internacional e, no âmbito normativo e regulatório da emissão das normas internacionais de contabilidade, foi criado o International Accounting Standards Board (IASB), a partir da transformação, no fim dos anos 90, do antigo International Accounting Standards Committee (IASC), de 1973. Desde então, o IASB passou a melhorar a estrutura técnica de formulação de novos pronunciamentos internacionais. Esses novos pronunciamentos foram denominados de Financial Reporting Standards (IFRS). As IFRS traduzidas no Brasil como Normas Internacionais de Contabilidade, têm como base o corpo de normas anteriormente emitidas pelo IASC. O IASB revisou e editou algumas normas emitidas pelo IASC.
         No Brasil, a harmonização das normas internacionais, deu seu primeiro passo com a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESP), que passou a exigir das companhias listadas no novo mercado a divulgação das demonstrações contábeis consolidadas em conformidade com as normas contábeis americanas ou internacionais (IFRS), garantindo maior transparência aos usuários das informações contábeis e às pessoas interessadas. (CARVALHO E LEMES, 2004, p. 10)
         No dia 07 de outubro de 2005, através da Resolução nº 1.055 emitida pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), foi criado o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), formado pelo CFC e mais cinco entidades: o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON), a Fundação e Instituto de Pesquisa Contábeis, Atuárias e Financeiras (FIPECAFI), A Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), a Associação Nacional dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (APIMEC) e a Associação Brasileira de Companhias Abetas (ABRASCA).
         Em 2007 foi aprovada a Lei nº 11.638 que alterou a Lei nº 6.404/76 e o CPC, como a própria Resolução afirma, emite os pronunciamentos técnicos para a aplicação da Lei nº 11.638/2007, de modo que as normas contábeis brasileiras caminhem rumo às normas internacionais e sejam entendidas por todos os usuários das informações contábeis em todo o mundo.
         É a partir desse cenário que o Brasil adotará normas contábeis que ofereçam orientação, de acordo com os Princípios de Contabilidade, ao mesmo tempo em que irá prosseguir na consolidação e integração com as Normas Internacionais.
 
2.2. Estrutura das Normas Brasileira de Contabilidade
 
         Com o impacto da globalização e conseqüente demanda para a convergência das Normas Brasileira de Contabilidade – NBCs aos padrões internacionais, o Conselho Federal de Contabilidade editou a Resolução do CFC nº 1.156/09, que estabelece a nova estrutura básica das NBCs. As normas são editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade e atualmente estão sendo ajustadas a linguagem e metodologia utilizada nas normas internacionais.
         O Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC tem sob sua responsabilidade e incumbência o estudo, emissão e pronunciamentos técnicos sobre procedimentos de contabilidade e divulgação de informações de natureza contábil. Após a aprovação de pronunciamentos técnicos pelo CPC, o CFC normatiza o referido pronunciamento por meio de Resolução, incorporando o conteúdo às Normas Brasileiras de Contabilidade – NBCs.
         Segundo o entendimento do grupo de trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade, NORMA é uma indicação de conduta obrigatória. São regras e procedimentos para a uniformização dos entendimentos e interpretações na contabilidade, tanto de natura doutrinária quanto aplicada e precisam ser fixadas por doutrinadores ou profissionais de forma convencional.
         As Normas Brasileiras de Contabilidade – NBCs dividem-se em duas modalidades distintas: “Normas Profissionais e Normas Técnicas”. Estas Normas podem ser detalhadas através de Interpretações Técnicas, identificada pela sigla IT e também por meio de emissão de Comunicados Técnicos, identificados pela sigla CT, que será emitido quando ocorrerem situações decorrentes de atos governamentais que afetem, transitoriamente, as Normas Brasileiras de Contabilidade – NBCs.
         As Normas Brasileiras de Contabilidade Profissional estabelecem preceitos de conduta para o exercício profissional, que tem a seguinte estrutura, prevista pela Resolução nº 1. 156/09:
I – Geral – NBC PG: são as normas gerais aplicada aos profissionais da área contábil;
II – do Auditor Independente – NBC PA: são aplicadas especificamente aos contadores que atuem como auditor independente;
III – do Auditor Interno – NBC PI: são aplicadas especificamente aos contadores que atuem como auditor interno;
IV – do Perito – NBC PP: são aplicadas especificamente aos contadores que atuem como perito contábil.
         Já as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica estabelecem conceitos doutrinários, estrutura técnica e procedimentos a serem aplicados e classificados em Contabilidade, Auditoria Independente e de asseguração, Auditor Interna e Perícia, e tem a seguinte estrutura:
I – Societária – NBC TS: são as Normas Brasileiras de Contabilidade convergentes com as Normas Internacionais;
II – do Setor Público – NBC TSP: são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao setor público, convergentes com as Normas Internacionais de Contabilidade de Contabilidade para o Setor Público;
III – Específica – NBC TE: são as Normas Brasileiras de Contabilidade que não possuem Normas Internacionais correspondente, observando as NBC TS;
IV – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica – NBC TA: são as Normas Brasileiras de Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria Independente, emitidas pela Federação Internacional de Contadores (IFAC)
V – de Revisão de Informação Contábil Histórica – NBC TR: são as Normas Brasileiras de Revisão convergentes com as Normas Internacionais de Revisão, emitidas pela IFAC.
VI – de Asseguração de Informação Não Histórica – NBC TO: são as Normas Brasileiras de Asseguração convergentes com as Normas Internacionais de asseguração, emitidas pela IFAC.
VII – de Serviço Correlato – NBC TSC: são as Normas Brasileiras para Serviços Correlatos convergentes com as Normas Internacionais para Serviços Correlatos, emitidas pela IFAC.
VIII – de Auditoria Interna – NBC TI: são as Normas Brasileiras aplicadas aos trabalhos de auditoria interna; e
IX – de Perícia – NBC TP: são as Normas Brasileiras aplicadas aos trabalhos de perícia.
         No tocante do interesse desta pesquisa, achamos necessário evidenciar as Normas Brasileiras aplicadas ao Setor Público – NBCASP, que precisamente em 21 de novembro de 2008 foi editada as primeiras 10 NBCASP, por meio das Resoluções:
Resolução CFC nº 1.128/08 – aprova a NBC T 16.1 – Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação;
Resolução CFC nº 1.129/08 – aprova a NBC T 16.2 – Patrimônio e Sistemas Contábeis;
Resolução CFC nº 1.130/08 – aprova a NBC T 16.3 – Planejamento e seus Instrumentos sob o Enfoque Contábil;
Resolução CFC nº 1.131/08 – aprova a NBC T 16.4 – Transações no Setor Público;
Resolução CFC nº 1.132/08 – aprova a NBC T 16.5 – Registro Contábil;
Resolução CFC nº 1.133/08 – aprova a NBC T 16.6 – Demonstrações Contábeis;
Resolução CFC nº 1.134/08 – aprova a NBC T 16.7 – Consolidação das Demonstrações Contábeis;
Resolução CFC nº 1.135/08 – aprova a NBC T 16.8 – Controle Interno;
Resolução CFC nº 1.136/08 – aprova a NBC T 16.9 – Depreciação, Amortização e Exaustão;
Resolução CFC nº 1.137/08 – aprova a NBC T 16.10 – Avaliação e Mensuração de Ativos e Passivos em Entidades do Setor Público.
         Vale ressaltar que neste período de transição continuam valendo as NBCs atuais, com sua numeração seqüencial, estruturada em cinco Normas Profissionais e vinte Normas Técnicas, que durante o processo de convergências das Normas Brasileiras de Contabilidade as Normas Internacionais, continuaram com a identificação NBC P e T, que serão gradativamente substituídas pela nova estrutura, na medida em que forem sendo revisadas.
         É importante mencionar, que a inobservância das Normas Brasileiras de Contabilidade constitui infração disciplinar, sujeita às penalidades previstas no Decreto – Lei nº 9.295/46 e, quando aplicável, ao Código de Ética do profissional contábil.
 2.3. Etapas para a convergência na Contabilidade Pública Brasileira
            Na Contabilidade Pública, a convergência aos padrões internacionais pode ser descrita em termos amplos, em torno de quatro ações delineadas pelo CFC, conforme o quadro 2 (CARLIN, 2009).
Ação 1 – Elaboração, discussão e apresentação de Projeto de Lei para alteração da Lei 4.320/64
Ação 2 – Elaboração, ampla discussão e edição das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (NBCASP)
Ação 3 – Tradução das International Public Setor Accounting Standards (IPSAS)
Ação 4 – Convergência das NBCASP às IPSAS até 2012
Quadro 2 – Ações e projetos do CFC para as convergências no setor público
Fonte: Elaborado a partir do CFC
 
         Para a realização da ação 1, foi criado em 2004, pelo Conselho Federal de Contabilidade, um grupo de trabalho para realizar um estudo e apresentar propostas para alteração da Lei 4.320/64. Esse projeto foi submetido à ampla discussão pelo Grupo Assessor das NBCASP para posterior envio a Coordenadoria Parlamentar do CFC, devendo ser encaminhada ao Congresso Nacional, após a incorporação das bases conceituais previstas nas NBCASP.
         Quanto à ação 2, as NBCASP passaram por um processo de elaboração, ampla discussão e edição.
         Em meados de 2006, a então diretoria do CFC, estabeleceu como uma das metas de sua gestão a edição, pela primeira vez, de Normas Brasileiras de Contabilidade específicas para o setor público. A partir de então, foi criado o Grupo Assessor das NBCASP para trabalhar e coordenar os esforços nesse sentido.
         O processo de elaboração dessas normas foi realizado a partir do envolvimento e colaboração de diversos profissionais de contabilidade, iniciando-se com o convite e a nomeação, pelo CFC, por meio de portaria, de profissionais de notória especialização que atuaram como relatores e revisores.
         Após a apreciação pelo Grupo Assessor, as minutas das normas foram colocadas em audiência pública eletrônica para o recebimento de sugestões.
         O passo seguinte foi à realização de seis seminários regionais, para a discussão presencial, e de um seminário nacional, para a apresentação do texto final após a incorporação das sugestões e contribuições recebidas.
         O texto final foi submetido à apreciação da Câmara Técnica e do Plenário do CFC, para aprovação e publicação. Em novembro de 2008, foram publicadas as dez primeiras NBCASP e, atualmente, a NBC T 16.11está em processo de elaboração.
         Na ação 3, foi o processo de tradução das IPSAS (Padrões Internacionais de Contabilidade para o Setor Público), autorizada pela IFAC – Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants) e, para realização deste trabalho, foi contratada uma empresa especializada (MAIOR, 2009). Essa etapa é importante para que todos os contabilistas tenham acesso às Normas Internacionais e possam contribuir para o avanço da Contabilidade Pública (SILVA, 2008, p.10).
         A ação 4, convergências das NBCASP às IPCAS, é almejada para 2012 de acordo com o Plano de ação do Comitê Gestor de Convergências no Brasil. Esta tarefa foi encabeçada pelo sistema do CFC/CRCs e pela Secretaria do Tesouro Nacional, conforme determina a Portaria do Ministério da Fazenda nº184/08 (IMPLANTAÇÃO..., 2009, p.13).
        
3. METODOLOGIA
 
         Quanto aos objetivos, esta pesquisa caracteriza-se como descritiva. Neste tipo de estudo, busca-se descrever, registrar, analisar e interpretar os dados, sem manipulá-los (MARKONI; LAKATOS, 2005). A caracterização como estudo descritivo, de natureza qualitativa, propõe demonstrar o processo e os desafios a serem superado do novo modelo da Contabilidade Pública brasileira.
         Em relação aos procedimentos utilizados, a pesquisa é essencialmente bibliográfica, fundamentada na busca em livros, produções científicas, anais de eventos realizados pelo CFC, voltado por meio de discussão sobre o tema.
         Como afirmam Cervo e Bervian (1999, p. 55), “pesquisa bibliográfica explica um problema a partir de referenciais teóricos publicados em documentos. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental”.
 
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
           
            No âmbito do setor público, As Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público (IPSAS), foram elaboradas pelo IFAC, a partir das Normas Internacionais de Contabilidade. Em linhas gerais, as IPSAS tratam de uma contabilidade patrimonial integral, o que requer o registro de todas as contas patrimoniais: bens, direitos e obrigações da entidade, e estabelece o regime de competência para o reconhecimento de receitas e despesas.
            Na área da convergência da contabilidade pública, os trabalhos foram iniciados com a constituição do Grupo de Trabalho (GT), que desenvolveu e apresentou ao Comitê Coordenador um plano de ação das atividades e das metas previstas  para a convergências das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (NBCASP) ás IPSAS até 2012.
            Com a implantação das IPSAS, busca-se melhorar o nível de informação financeira e da gestão dos gastos públicos, possibilitando o controle do patrimônio público, seus ativos e passivos. Com a facilidade da comparação da informação entre entidades públicas, a Contabilidade Pública Nacional evidenciará com maior clareza os custos do governo para a prestação de serviços públicos.
            A implantação dos padrões internacionais busca contribuírem de forma expressiva para a melhoria das estatísticas fiscais do Brasil, dos demonstrativos da Lei de Responsabilidade Fiscal e das demonstrações contábeis. Nesse sentido, a iniciativa do Conselho Federal de Contabilidade, em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional, de criar um Comitê Gestor para conduzir o processo de convergência às NBCASP , mostra-se como uma ação estratégica para o País.
            E para nos mostrar a importância que as NBCASPs trazem ao setor público, MORAIS (2010, p. 61) descreve que:
(…) a contabilidade pública ao longo dos anos, vem sofrendo diversas mudanças. Isto se deve, principalmente, ao fato de que cada vez se está exigindo, por parte de diversos organismos e da sociedade em geral, uma gestão mais eficiente dos recursos públicos, a qual forneça informações mais claras, úteis, fidedignas e transparentes.
 
            As mudanças vêm sendo inseridas gradualmente, tendo em vista várias restrições da Administração Pública, dentre as quais se destaca a forte cultura puramente orçamentária ainda existente, de acordo com o qual, o patrimônio tem importância residual, e da dificuldade em adaptar os sistemas de informação e capacitar os profissionais aos padrões necessários para adequar o “Novo Modelo” da Contabilidade Pública.
            Entendemos com esse estudo, ser necessário e urgente que o Brasil caminhe para a convergência às boas práticas contábeis, estabelecidas pelos padrões internacionais de contabilidade, pois, no futuro, este será um importante diferencial para atrair investimentos para o Brasil e reconhecimento pela comunidade internacional.
            Pode-se afirmar que as atuais dificuldades são fruto de um modelo contábil legalista, utilizado no setor, e do lapso de tempo em que a Contabilidade Publica brasileira ficou estagnada.
            Os desafios são grandiosos, mas as oportunidades também. Quando a padronização do modelo nacional, em consonância com o internacional estiverem totalmente implementada, servirá para toda uma geração.
            O presente artigo objetivou identificar os possíveis desafios a serem superados nas ações que vem sendo realizada na convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (NBCASP) às Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público (IPSAS), emitidas pelo IFAC.
 
5. REFERÊNCIAS
 
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CARVALHO, L. Nélson; LEMES, Sirlei; COSTA, Fábio Morais da. Contabilidade Internacional – Aplicação das IFRS, 2005. São Paulo: Atlas, 2006.
 
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FEIJÓ, Paulo Henrique. Contabilidade Pública: desafios e perspectivas das convergências aos padrões internacionais. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE, 18, 2008, Gramado. Disponível em:<http://www.congressocfc.org.br/palestra.html>. Acesso em 04 de setembro de 2012.
 
­­­­­­­­­­­­­­­­­­________________. Lei Federal 4.320, de 17 de março de 1964. Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4320.htm. Acesso em 03 de setembro de 2012.
 
_________________. Portaria do Ministério da Fazenda nº 184, de 25 de agosto de 2008. Dispõe sobre as diretrizes a serem observadas no setor pública (pelos entes públicos) quanto aos procedimentos, práticas, elaboração e divulgação das demonstrações contábeis, de forma a torná-las convergentes às Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público. Disponível em: http://www.pge.sc.gov.br. Acesso em 04 de setembro de 2012.
 
________________. NBCASP: A grande reforma na contabilidade pública. Disponível em: http://linomartins.wordpress.com/2008/12/03/nbcaps-a-grade-reforma-na-contabilidade-publica/Acesso em 06 de setembro de 2012.
 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução CFC nº 750, de 29 de dezembro de 1993. Dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade (PFC). Disponível em:<http://www.cfc.org.br>. Acesso em 06 de setembro de 2012.
 
MAIOR, Verônica Souto. Os impactos dos pronunciamentos internacionais no Brasil. In: ENCONTRO NACIONAL DA MULHER CONTABILISTA, 7. 2009, Vitória.
 
NIYAMA, Jorge Katsumi. Contabilidade Internacional. São Paulo: Atlas, 2006.
 
SILVA, Lino Martins da. Contabilidade Governamental: Um enfoque administrativo da nova contabilidade pública. 8ª ed. São Paulo: Atlas, 2009.