Capa 27ª edição

 

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CONDERI discute a implantação da universidade na Ibiapaba

 O Conselho de Desenvolvimento Regional da Ibiapaba (CONDERI) realizou a primeira reunião ordinária na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ubajara, na tarde de ontem. A reunião contou com a presença dos conselheiros, políticos, secretários, representantes sindicais, de ONGs e da sociedade civil.

 O presidente do CONDERI Glauber Sousa destacou o motivo de não ter acontecido reunião nos primeiros meses do ano, por conta também da reforma que estava acontecendo no SINE-IDT, entidade que dá suporte ao conselho. Ele também destacou que a nova assistente técnica da Secretaria das Cidades, Maria Clara, que dará apoio ao conselho, não pôde comparecer à reunião, mas enviou um e-mail justificando a sua ausência. Em seguida, a Secretária Lucileide Oliveira, 1ª secretária do CONDERI, abriu a pauta da reunião e passou a palavra aos presentes.

 A principal discussão do encontro foi a respeito da viabilidade técnica da Universidade Federal da Ibiapaba (UFI), que havia uma expectativa pela inclusão na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), do governo federal, através de uma emenda parlamentar do Deputado Guimarães, lei ainda que não foi aprovada. Porém, já houve a liberação dos recursos para a implantação de viabilidade técnica da UFI no valor de R$400.000,00, que precisam ser liberados para que aconteça o estudo necessário. A comissão liderada pela Vereadora Elizabeth Gomes, de Viçosa do Ceará, ontem mesmo já prividenciou o documento e os anexos para que todos os prefeitos da Ibiapaba assinem a solicitação para que o governador Cid Gomes libere os recursos. Está programado para entregar esse documento ao governado, no próximo sábado, 7, quando o governo intinerante estará em Sobral.

 O assessor do Deputado Federal Guimarães, Inácio Franco, esteve presente à reunião e salientou, que assim que esses recursos forem aprovados, o deputado já se comprometeu a propor emendas individuais em favor da universidade.

 A prefeita Natália Félix, de Tianguá, que foi a única prefeita da Ibiapaba presente à reunião, salientou a importância da construção da universidade e disse que não importa onde seja a cidade, desde que seja na Ibiapaba, será bom para todos.

 Outros assuntos

 Além da discussão da UFI, outros temas foram abordados na reunião, como a votação da ONG que representará a Ibiapaba no Plano Meio-Norte e apresentação do 3º Simpósio de Ipu.

 

Meu diploma

Sr.  José Stenio Neves Gameleira Reitor da FACIB.

Me chamo Venilda pirola,cursei o curso de pedagogia pela FACIB no período de 2002 a 2004,concluir o curso  e no dia 29 de janeiro de 2005 foi a formatura.Só tenho em minhas mãos o CERTIFICADO,como faço para adquirir o meu DIPLOMA,pois estou necessitando dele.

Aguardo resposta.

Certificado

Boa tarde , ate este momento ainda não foi respondido a minha solicitação do sobre meu certificado.

 Aguardo com urgência!!!!!!!!!!!!!

Licionina Maria Rodrigues da Silva

meu diploma

 Olá,boa noite!!!!! conclui meu curso em 2003 e até  o momento não recebi o meu diploma  só tem em mãos histórico e certidão de conclusão do curso. 

Venho solicitar desta faculdade meu documento com urgência pois estou com muita necessidade deste documento para meu trabalho, por favor entre em contato comigo, pois não consigo encontrar os responsáveis para este fim.

LICIONINA MARIA RODRIGUES DA SILVA

 

Diploma

Cara Aluna,

Envie nome completo, RG, CPF e o nome do Campus onde vc foi aluna para o email stenegam@hotmail.com para que possamos verificar em nosso sistema.

Grato,

Prof. Stenio

Não precisa dizer mais nada

Se precisou da "vigilancia intensa da Justiça Federal e da Policia Federal", é amigo anônimo, não precisa dizer mais nada. Quer defender o que? Uma mentira? A maior prova que foi cheia de coisas erradas é que a FACIB não teve competência e honestidade para continuar.

José Antônio da Silva
São Benedito

Só pode ser inveja!

Pense num cabra incomodado com a FACIB. Pelo que ele escreve deve ser um letrado frustrado com nome falso. Homens sábios não assumem esta postura.
A luta por uma Universidade na ibiapaba não pode parar. Parabens ao Prof. Stenio por ter tentado.

FACIB - QUASE 10 MIL ALUNOS FORMADOS

A grande sorte da FACIB e do Prof. Stenio é que quando a Justiça Federal e a Policia Federal interviu em seu funcionamento todos os que tinham rabo preso e que estavam na Direção se afastaram e ele continuou sozinho na luta e parece mentira meu amigo ainda tem gente sendo diplomada. A Faculdade não pode abrir turmas novas, mas pode diplomar aqueles antigos alunos que honraram seus compromissos acadêmicos. Pena que você desistiu e não adianta chorar pelo leite derramado!

Ensino Superior na Ibiapaba

A luta pela implantação do Ensino Superior na Região da Ibiapaba começou por volta de 1985 com a criação da Fatec - Faculdade

de Teologia Cristã, ofertando cursos livres de Teologia e Filosofia no Município de São Benedito. Eram tempos difíceis, pois o

Brasil ainda ensaiava os primeiros passos do Processo de Democratização. Apesar do regime em vigência as IES - Instituições de

Ensino Superior geralmente nasciam livres, a partir da organização de intelectuais que tinham como objetivo comum a formação

educacional do povo. As instituições surgiam e com muito trabalho fincavam as suas bases até conquistarem a sua autonomia junto

ao MEC - Ministério da Educação. Muitas dessas instiuições conquistaram o seu reconhecimento após longos anos de Ação

Acadêmica. A Fatec nasceu neste contexto até que veio a Nova LDB no ano de 1996, fruto do Processo de Democratização do

País. A Nova LDB possibilitou grandes conquistas no Setor Educacional, entretanto a Burocratização das ações sociais e políticas

se fortaleceu na mesma proporção. As IES só poderiam iniciar as suas atividades mediante Autorização do Poder Público. Diante do

novo quadro, no ano de 1999 a Fatec é extinta e nasce a Facib - Faculdade da Ibiapaba, visando o enquadramento às novas regras

que passaram a normatizar o Ensino Superior no Brasil. A visita do então Ministro da Educação, Paulo Renato de Sousa a São

Benedito foi a Pedra Fundamental para a materialização deste antigo sonho que foi Protocolado sob o nº 23000.005792/200-12 no

dia 20 de Junho de 2000 às 17:07:03 hs no MEC - Ministério da Educação - Secretaria Executiva - Subsecretaria de Assuntos

Administrativos, posteriormente publicado no DOU - Diário Oficial da União do dia 27 de Novembro de 2000 - Seção 2 - Página 07

- Portaria 3.482. No dia 30 de Novembro de 2000, o MEC, através do DEPES - Departamento de Ensino Superior encaminha o

Ofício de nº 13.803/00 autorizando a Comissão Verificadora a fazer o trabalho de Avaliação in-loco das condições de

funcionamento que teve início em 24 de Janeiro de 2001 e conclusão em 27 de Fevereiro de 2001, cujo Relatório culminou no

Conceito Global Final do Curso com a Classificação “B” que foi comemorado com euforia pelo grupo de educadores que iniciaram

esta empreitada. A partir disto a tão sonhada Autorização que deveria ocorrer impreterivelmente até o dia 27 de Março de 2001 não

aconteceu. Esperado 120 dias a Facib iniciou as suas atividades e até hoje aguarda que o MEC formalize o pleito que deveria ter

ocorrido no ano de 2001. Os 10 anos que se seguiram foram marcados por intensas perseguições materializadas sob a forma de

denúncias caluniosas, de cunho notadamente político. Situação inaceitável num País que dava os primeiros passos rumo a

Democracia. A verdade é que a Facib ao longo desses anos, ofertando apenas 1 Curso, já Graduou cerca de 9.473 alunos em ações

conjuntas com a Urca - Universidade Regional do Cariri e UCB - Universidade Castelo Branco, amparada pelo Parecer 313/2002 que

foi reexaminado pelo Parecer 202/2003 homologado finalmente pelo Ministro Tarso Genro do MEC - Ministério da Educação,

devidamente publicado no DOU - Diário Oficial da União do dia 13 de Abril de 2004 - Seção 1 - Página 07 - Portaria 978. A luta não

acabou e até hoje implementamos ações individualizadas junto ao MEC para regularizar a situação da Facib e muitas são as

promessas de solução. O que falta mesmo são ações sociais e políticas favoráveis, capazes de combater com o mesmo vigor as

ações contrárias ao processo de inclusão universitária de uma região com grande potencial de desenvolvimento. O que temos aqui é

um breve relato do que poderá se tornar o embrião experimental da futura Universidade da Ibiapaba.

Stenio Neves Gameleira
Diretor Geral
Facib - Faculdade da Ibiapaba

Uma Professora agradece pela Iniciativa

Sou professora há mais de 2 décadas, ao saber da iniciativa louvável destas pessoas ao plantarem esta semente chamada FACIB. Pensei bem e decidi me matricular, lá concluí o Curso de Pedagogia e hoje estou diploma da URCA. Agradeço a esse povo valente do Cariri por ter em acreditado neste projeto aqui na Ibiapaba. Sei que pode ter havido erros, mas também houve acertos. Hoje me sinto feliz e realizada profissionalmente, graças à iniciativa destas pessoas corajosas.
Que Deus ajude e ilumine a todos nesta empreitada.

fala sério...

Caro leitor deste site que nos mostra boas notícias da Serra. Gostaria de retratar minha visão acerca do comentário descrito acima por esse cidadão chamado Stenio (Esse cara ainda é vivo?!!)
A FACIB (ou "FALCIB") como ficou conhecida aqui em São Benedito foi um verdadeiro "assalto a mão armada". Realmente, teve gente aqui de São Benedito que pagou a prova e recebeu o diploma da Urca, isso mesmo... fez UMA prova e recebeu diploma superior!!!.... séria nunca foi ( e se Deus quiser nunca vai ser) lembro quando funcionava no prédio da atual Escola Profissionalizante Isaías Gonçalves Damasceno, apoiada por um determinado grupo político aqui de São Benedito, que por sua vez levava os seus por fora...
Começou em uma Escola Particular, pertencente a uma cidadã de caráter duvidosol.... essa saiu do grupo , expulsa pelos diretores da "FALCIB" e foi a mentora de muitas das denuncias.... certamente ela sabia do que estava falando... Hoje come no mesmo prato daqueles que pediram sua saída da "Falcib".
Lembro de bons professores: O Prof. Vandick, por exemplo, que trabalhava (ou ainda trabalha?) na Uva. Esse nos disse em sala de aula, quando questionado sobre a idoneidade do curso, que "se eu sair, pode sair também, pois não concordo com pilantragem..." resultado: lembro do dia em que chegamos a aula e cadê Vandick? tinha saído.... Graças a Deus paguei apenas a matrícula... esses picaretas não comeram muito de meu dinheiro, mas tenho colegas que estavam em dias com as mensalidades, mais de 1500 reais (em 2001!!) e nunca receberam um centavo seja lá de quem fosse...
lembro que chegava uma senhora na sala de aula, que na época era secretária de educação de são benedito, que dizia: paguem!! e alguns coitados pagavam... fala sério...
Tomara que essa empreitada de trazer uma Universidade Federal pra nossa região não tenham picaretas como esse que assinou o comentário acima...
apareça em São Benedito Stenio!!! tem muita gente que quer te ver!!!

alguém de São Benedito - Ce

A Luta Continua

Pois é... lembro-me de que a Facib cumpriu com todos os seus compromissos juntos aos alunos que acredirtaram no seu trabalho. Quem estudou e foi até o fim recebeu diploma sim senhor. A Facib transferiu todos os seus alunos para a Urca - Universidade Regional do Cariri, conforme o Parecer 202/2003 do CNE/MEC. O Prof. Stenio foi o único que se manteve firme e nunca abandonou a Facib e nem os seus alunos, como muitos o fizeram no enfrentamento maior da crise dentro da instituição. O que se pode dizer é que são quase 25 anos de trabalho sério, austero e dedicado, sob vigilancia intensa da Justiça Federal e da Policia Federal. Parabéns Prof. Stenio você foi e ainda é um herói, enquanto outros se acorvadaram e pularam foram do barco que até hoje não afundou.

Anonimo

É muita explicação

É muita explicação anônimo. "O que se pode dizer é que são quase 25 anos de trabalho sério, austero e dedicado, sob vigilancia intensa da Justiça Federal e da Policia Federal", imagine a PF e a Justiça ter que ficar vigiando por 25 anos. É sinal de muita "honestidade" mesmo...José Antonio da Silva

EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL

Entender o Ensino Superior no Brasil é sujeitar-se a uma série de interpretações de cunho filosófico e político, portanto tentaremos mostrar o nosso ponto de vista dando ênfase às informações de caráter prático e construtivista.
O Ensino Superior na América do Sul tem uma história de quase 300 anos desde a criação das Universidades mais antigas dentro dos países latinos que ocorreram por conta da iniciativa e ação da comunidade intelectual, sem intervenção do Poder Público.
O Ensino Superior no Brasil tem uma história de quase 100 anos, desde a criação da primeira instituição de ensino superior que se deu por iniciativa do Poder Público que foi denominada Universidade do Brasil. Este vício permanece até hoje impregnado no modelo educacional brasileiro que intervém severamente na criação de todos os tipos de estabelecimentos de ensino, superiores ou não, através da burocracia.
Para sermos mais objetivos é bom tomarmos como referência o fato de que um país como a Argentina possui uma população de quase 40 milhões de habitantes, dos quais 8 milhões estão matriculados em algum tipo de curso de graduação, percebemos então que 20% da população é composta de universitários.
Quando se fala no Brasil que possui uma população de quase 200 milhões de habitantes, dos quais apenas 6 milhões estão matriculados em algum tipo de curso superior, percebemos que somente 3% da população é composta de universitários.
Neste sentido é bom saber que muitos fatores contribuíram para fortalecer a grande disparidade numérica quando o assunto está relacionado às condições de acesso ao ensino superior no Brasil.
Poderíamos citar inicialmente sem grandes temores que um destes fatores está associado ao controle social, econômico e político do Brasil, desde os seus primórdios, quando o país foi usado apenas como fonte de produção de riquezas naturais incontáveis que sustentou a elite européia por séculos.
Da condição de colônia, passando pela monarquia até se transformar em república o Brasil até então tem tentado avançar nas propostas de oferta de ensino superior à população. O Poder Público tem esforçado neste aspecto, entretanto a procura tem sido maior que a demanda oferecida.
Vale salientar que atualmente no embate entre a oferta e a procura do ensino superior no Brasil, uma pequena parte da população tem sido beneficiada.
Esta realidade criou um fenômeno inusitado, pois as classes mais abastadas que concluíram a educação fundamental e média em escolas privadas, acabam estudando gratuitamente em instituições de ensino superior públicas.
Já a grande maioria da população que concluiu o ensino fundamental e médio em escolas públicas, acabam estudando em instituições de ensino superior privadas.
Simples de entender, difícil de aceitar. Mas o Poder Público, receoso em mudar tal realidade, tem criado mecanismos para contornar a situação, criando programas de bolsa e financiamento para as classes menos abastadas, objetivando apenas uma prorrogação da situação.
Alguns segmentos da sociedade são beneficiados, entre eles uma pequena parte da população que detém grande parte do poder econômico e político, a denominada Classe A, vem sendo atendida com tais serviços públicos ocupando quase todas as vagas nos chamados cursos nobres.
As demais categorias da pirâmide social, tem se contentado com o que sobra, pois alguns indivíduos da denominada Classe B, tem feito esforços extraordinárias para atingir os mesmos objetivos, buscando este tipo de serviço no setor privado, onde se submetem a privações de toda natureza para conquistar um título de graduação.
Para entender melhor, o Ensino Superior no Brasil se organiza através da oferta de Cursos Tecnológicos, Cursos de Graduação e Cursos de Pós-Graduação, cada um deles tem suas peculiaridades.
A oferta destes cursos são orientadas por uma série de fatores de natureza ideológica que ofertam em demasia cursos populares e restringem os cursos de maior evidência.
Não é a toa que o Brasil enfrenta uma série de crises nos setores de saúde e justiça. O maior problema no sistema de saúde está na dificuldade de acesso aos médicos.
Da mesma forma o maior problema no sistema de justiça está na dificuldade de acesso aos advogados e isto se aplica a outros segmentos.
Se ocorresse um estudo mais aprofundado e sério o Poder Público seria forçado a criar imediatamente instituições voltados para a formação de profissionais na área de educação, saúde, justiça e construção civil, sem desconsiderar é claro outros tipos de formação superior, para que o Brasil seja considerado de fato um País desenvolvido.
O Poder Público não pode estar refém deste tipo de intervenção ou pressão, posto que é preciso estabelecer um equilíbrio entre oferta e procura.
Se o serviço público não tem condições de atender todas as demandas é preciso flexibilizar e democratizar o acesso através do apoio às iniciativas da sociedade.
Um dos grandes problemas da Educação Superior no Brasil está no acesso. Existem muitas instituições, entretanto a procura supera em demasia a oferta existente.
Ainda que se diga que existem universidades demais, ainda é pouco, conforme já foi dito apenas 3% da população tem acesso.
O Brasil se desejar uma aproximação dos percentuais alcançados pela Argentina terá criar uma escola superior em cada esquina.
O aumento da oferta gera concorrência e a concorrência por sua vez gera qualidade e baixo custo, sem falar na empregabilidade do setor.
Essa política alavancaria e fortaleceria o setor, pois somente as instituições que oferecerem as melhores propostas de ensino estariam aptas a sobreviver num mercado saudável e competititvo em busca do conhecimento.
Outro grande empecilho para impedir o acesso ao ensino superior é caracterizado pelo excesso de burocracia, estabelecidos pelos órgãos que regulamentam e fiscalizam o setor.
Tais exigências se aplicam para algumas instituições e outras não. Alguns pleitos ocorrem mediante intervenção econômica ou política da parte envolvida.
Na verdade é necessário afirmar que a burocracia é um instrumento legal capaz de barrar a entrada de intrusos num segmento com grande potencial mercadológico e de grande importância no processo de formação social, econômica e política da população.
No Brasil é possível criar um estabelecimento comercial, seja lá qual for a sua natureza em menos de 24 horas, embora alguns ponham em risco até mesmo a vida dos cidadãos. O interessado procura o poder público local, resolve as exigências burocráticas e o município, estado e união, ganham com a arrecadação de tributos.
Entretanto se o interesse for criar um estabelecimento de ensino, instituição altamente saudável para o engrandecimento do homem, o poder público reage de forma austera. As exigências vão variar de acordo com o grau de relacionamento da parte envolvida. Nesta situação se aplica o fraseado “para os amigos as benesses da lei e para os inimigos os rigores da lei”.
Mas, nem tudo está acabado. Uma luz brilha no fim do túnel e ela se chama desburocratização do sistema educacional.
É preciso alçar vôos mais altos neste segmento e deixar que as iniciativas, todas elas, populares ou de elite, se manifestem através da criação de diversas academias em todos os recantos do Brasil, pregando suas filosofias e seus saberes, exercendo a arte de pensar livremente, envolvendo a todos com o espírito da liberdade e da democracia.

STENIO NEVES GAMELEIRA
Diretor Geral
FACIB - FACULDADE DA IBIAPABA

DEIXA O HOMEM TRABALHAR

Deixa o homem trabalhar rapaz... Tu parece que torce para que tudo seja destruido... Mas tu gosta de criticar ... Acho que você é do tipo que nem faz nem deixa os outros fazerem... Se não deu certo valeu a pena a tentativa... A experiência foi válida!!!

AUDÁCIA, CARÁTER E FÉ

AUDÁCIA, CARÁTER E FÉ

A criação da FACIB - Faculdade da Ibiapaba teve como base de sustentação a seguinte tríade: AUDÁCIA, CARÁTER e FÉ.
Quando citamos o termo AUDÁCIA me refiro ao espírito de empreender algo de novo numa sociedade marcada por um forte sentimento de conservadorismo.
O que é novo sempre incomoda o que é velho.
A necessidade inútil que impõe o velho a se eternizar é incapaz de impedir o surgimento impreterível do novo.
Implantar uma IES - Instituição de Ensino Superior numa região fortemente marcada pela pobreza econômica e intelectual é o mesmo que “cutucar onça com vara curta”.
Não tardou muito para a idéia enfurecer a elite dominante da época. Magistrados, magníficos, doutores, acadêmicos e outros segmentos da elite conservadora se rebelaram a seu modo é claro.
A rebeldia da elite se manifesta através de ações contrárias da imprensa e a justiça. Quando isto acontece, todo tipo de instrumento que justifique a ação se torna inútil diante do poderio social, econômico e político movido pela elite contra um inconfidente, subversivo, operário e pobre.
Grande parte da elite só vê grandeza nas ações do Poder Público, talvez por que necessite das vagas de emprego ou outro tipo de concessão pessoal.
Ora desde a descoberta do Brasil quando os Jesuitas se propuseram a alfabetizar os nativos das Tribos dos Tupinambás e Guaranís e o fizeram, escrevendo com seus cajados nas areias do Litoral Baiano, despertando-os para a conquista da cidadania e dos seus direitos, a elite imperialista não mediu esforços para expulsá-los das terras brasileiras, sem falar do genocídio cometido contra tais tribos que tiveram de ser exterminadas. Muitos outros pensadores comprometidos com a cidadania e educação popular tiveram o mesmo fim ao longo dos nossos cinco séculos de história.
Não poderíamos deixar de citar a história de um nordestino valente chamado PAULO Réglus Neves FREIRE que se propôs a cumprir a mesma missão a algumas décadas atrás e tomou o mesmo rumo dos Jesuítas.
Realmente não é novidade para os que conhecem realmente a nossa história. Tomar iniciativas deste porte é o mesmo que caminhar para o cadafalso e entregar-se a degola. É candidatar-se a eterno rejeitado.
É comprometer as suas condições de trabalho e sobrevivência. É colocar em risco a estabilidade familiar. E, finalmente perder a última coisa que resta a um homem íntegro: a sua honra, sem falar na possibilidade de ser taxado de louco.
Apenas uma chama permanecerá acesa dentro do espírito destes líderes que denominamos de AUDÁCIA.
Quando citamos o termo CARÁTER me refiro ao espírito de responsabilidade diante dos momentos de crise e das pressões que forçam os homens a desistirem de seus propósitos.
A covardia é o alimento dos irresponsáveis.
Não basta que o homem esteja imbuído apenas do sentimento de audácia para transformar o mundo, pois temos muitos e muitos exemplos de irmãos que foram audaciosos e fracassaram em seus propósitos, sem falar dos prejuízos históricos que eles deixaram.
Implantar uma IES - Instituição de Ensino Superior numa região que apresenta um grande potencial de desenvolvimento econômico e social é o mesmo que refazer e transformar toda a estrutura política conservadora com a formação de novas lideranças dentro de cada comunidade.
Apesar do grande esforço da equipe para atender todas as exigências legais para criação da FACIB, iniciadas através de eventos visando a conscientização e mobilização da comunidade local, não podemos negar que da mesma forma forças contrárias trabalhavam para impedir o avanço da proposta.
Daí surgiram denúncias, calúnias e difamações de todo tipo e natureza, originadas é claro de indivíduos com grande influência juntos a elite dominante que sempre se opôs as iniciativas de natureza popular.
Nem por isso abandonamos a luta, apesar do confronto que se estabeleceu e até hoje continua, propositalmente, objetivando apenas impedir que as coisas se resolvam.
É notório perceber que grande parte das ações que envolvem o nome da FACIB visam apenas impedir que a mesma concretize a sua nobre missão.
Afirmamos veementemente que o CARÁTER é o combustível que move o espírito de responsabilidade que garantiu a diplomação de 9.473 alunos através de outras IES que atuaram na defesa dos interesses de nossos alunos que já atuam como profissionais de grande confiabilidade no mercado de trabalho por conta do sofrimento que partilharam conosco durante a integralização de seus cursos superiores.
Podemos afirmar que este sentimento de CARÁTER tem sido o grande escudo defensor de todo tipo de repressão contra os nossos ideais.
Quando citamos o termo FÉ me refiro ao espírito que se manifesta dentro de cada ser humano que se sente injustiçado pela maldade dos homens e que acredita firmemente na existência de um Deus, onipotente, onisciente e onipresente que a tudo observa, analisa e julga, as fortalezas e as fraquezas de cada ser humano durante a sua frágil existência terrena.
É preciso acreditar nos seus ideais.
Não basta que o homem esteja imbuído apenas de seus sentimentos de audácia e caráter para transformar o mundo, é preciso somar a tudo isso um forte apego a fé para que possamos realmente suportar a nossa breve passagem terrena.
A fé consiste em acreditar que é possível materializar desejos, compartilhar benesses e acreditar que um ser superior nos observa atentamente em todos os momentos da vida, ajudando, admoestando e as vezes penalizando, objetivando apenas ensinar a viver.
Aos que me elogiam, Deus os abençoe. Aos que me criticam, Deus os abençoe também. Paz.

Stenio Neves Gameleira
Diretor Geral
FACIB - Faculdade da Ibiapaba

sobre a liberação de diplomas

Stenio gostaria de saber a facib ja esta liberando os diplomas dos alunos que concluiram em 2008.?

CONVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS

Sim... entre em contato conosco!

Este comentário realmente me tocou

Este comentário realmente me tocou, pois conheço a história do Prof. Stênio, deste o principio. Realmente de origem humilde, mas dotado de grande inteligência, uma pessoa idônea comprometida com o social. Esteve presente e ativo no renascimento do movimento político de esquerda em Sobral na década de 80. Contribuiu para formação de consciência de diversas associações comunitárias e populares, inclusive deu suporte à Grande Associação dos Moradores do Bairro Dom José e Federação das Associações Comunitárias de Sobral. Trabalhou no Instituto de Desenvolvimento Comunitário - IDEC e também no Centro de Treinamento Comunitário – Cetrec.
Teve sua parcela de contribuição positiva pra a educação popular, mais uma boa pessoa que precisa de reconhecimento. Mas, a realidade deste mundo capitalista, onde a concorrência desenfreada, às vezes nos ofusca, onde sempre os fortes querem vencer, precisamos sim, encontrar a verdade atrás das aparências.

Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus.
Mateus 6.1

Jornalista - Jocélio Santos
Dir. do Jornal “O Circular” – A Visão do Nordeste

São Benedito, o Azulão da Serra

 

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